A chinesa Geely apresenta o EC7,
um sedã que entra forte na briga pelo segmento
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Geely
Parece que o céu é o limite para
os chineses, seus carros melhoram a cada dia e seus lançamentos surpreendem
pela ousadia. Em um evento realizado pelo Grupo Gandini, importador da marca no
Brasil, a Geely Motors apresentou um sedã pra lá de interessante.
Depois de adquirir no mundo
algumas das mais tradicionais montadoras de carro, sim, porque a marca hoje é proprietária
da Volvo Cars (aquisição feita em 2010), da Manganese Bronze (fabricante dos
táxis londrinos) e da australiana DSI, uma das maiores fabricantes de
transmissões automáticas no mundo (aquisição em 2009), a Geely mostra números
espetaculares e carros que começam a ter a tecnologia e o acabamento mais
refinado, bem ao gosto dos outros povos do mundo.
Foi com essa mentalidade de inovação
aliada ao jeito chinês de fazer as coisas acontecerem, que surgiu o EC7, um sedã
que já esta nas concessionárias da marca desde o começo do mês de março.
Eu fui convidado a conhecer o
novo modelo, num test drive que consistia em percurso urbano e de estrada, com
um detalhe, com quatro pessoas dentro do carro. O modelo que atualmente esta
sendo é montado na fábrica do Uruguai, ele tem, por enquanto, apenas uma versão:
vem com motor produzido pela própria Geely Auto de 1.8 litros , 16 válvulas,
que entrega 130 cavalos de potência, movido à gasolina, com torque máximo de
16,9 kgm a 4.400 rpm e transmissão mecânica de cinco velocidades. A ousada aposta
de comercializar cerca de 250 unidades mensais, garante que a marcar realmente
veio para mudar ainda mais os conceitos sobre os carros asiáticos.
Fizemos um percurso de cerca de pouco
mais de 60 km ,
onde o veículo se mostrou muito confortável para quem dirige e passageiros,
seja no banco do carona ou banco traseiro. O ar condicionado com controle
eletrônico, direção hidráulica, coluna de direção com regulagem de altura,
computador de bordo (funções de autonomia, velocidade média e odômetro
parcial), destravamento do porta-malas, travas elétricas nas quatro portas,
entre outros itens, fazem parte do pacote de conforto e conveniência do EC7, e
transformam o ambiente interno em uma grande sala de visitas. O interior é
silencioso e, devido a suas dimensões: 4,64 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,47 m de altura e 2,65 m de entre - eixos, além
do porta-malas de 670
litros , podemos chamar o modelo de carrão.
É bom de dirigir, seguro, firme
nas trocas de marchas e na curva de aceleração do motor, a posição do motorista
é muito boa e tem sempre à mão todos os controles. Mesmo com o carro em sua lotação
quase completa, não deixa a desejar em ultrapassagens e subidas, mas talvez com
um motor mais potente, essa suavidade de condução se torne melhor.
O modelo já vem de fabrica com as
mais novas tecnologias: os obrigatórios ABS (com EBD)
e airbag, freio a disco nas quatro rodas, barras de proteção lateral, cintos de
três pontos para cinco ocupantes, sistema Isofix de fixação de cadeiras para
crianças, sensor de estacionamento traseiro, entre outros itens de segurança. Nos
itens de conforto, destaca-se o ar-condicionado com controle eletrônico,
direção hidráulica, bancos de couro, coluna de direção com regulagem de altura,
computador de bordo (com funções de autonomia, velocidade média e odômetro
parcial), destravamento do porta-malas, travas elétricas nas quatro portas, rodas
de liga leve de 16
polegadas e tanque de combustível tem 50 litros .
O que
mais chama realmente a atenção no modelo, com todos os itens de conforto e segurança
e pela imponência do veículo, é o preço. A montadora resolveu definir em R$
49.900 seu preço final, incluindo ainda a garantida Geely de 3 anos ou 100.000 km , mas que será
válida somente com as revisões periódicas, a 1ª com 3.000 km e as demais a
cada 10.000 km
em uma concessionária Geely.
O EC7 GS veio para ficar e fazer
história, é um carro para a família e também para o dia a dia, surpreende no
tamanho, conforto e preço, continua com a tradição vinda da China, agora com um
leve sotaque europeu e ficando com uma cara brasileira.










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