Verstappen faz a pole no Canadá dando show no molhado 

Texto e fotos: Pirelli

O caminho para a pole

  • Max Verstappen conquistou sua segunda pole position na temporada, usando o Full Wet durante o Q1 e o Intermediate no Q2 e Q3. A maioria dos pilotos usou apenas esses dois compostos durante a qualificação, apenas George Russell, tentou uma volta com o Red Soft no Q3, mas não deu muito certo.
  • A sessão FP3 foi realizada em condições molhadas, com os pilotos partindo com os Full Wet e mudando para os Intermediate, isso foi útil para ajudar a estabelecer o ponto certo entre muita e pouca água na pista. Fernando Alonso foi o mais rápido nessa sessão com os Intermediates, ele ficou em segundo lugar na qualificação.
  • O treino começou com temperaturas de apenas 13º ambiente e 18º na pista, o que significou que o aquecimento dos pneus foi um desafio. A chuva havia parado pouco antes da qualificação começar, mas a pista permaneceu úmida, secando progressivamente, embora tenha havido um atraso adicional devido a uma bandeira vermelha no Q2.
  • O Prêmio Pirelli Pole Position foi entregue pelo canadense Jacques Villeneuve que venceu o campeonato mundial de F1 de 1997, há 25 anos e pilotando uma Williams, antes ele havia conquistado o título da Indycar em 1995. O circuito tem o nome de seu lendário pai, Gilles, que venceu o GP do Canadá em 1978, a primeira de suas seis vitórias, Jacques teve 11 vitórias na categoria, nenhuma delas no Canadá.

Possíveis estratégias de corrida

  • Depois de um sábado molhado, espera-se que o GP do Canadá de 70 voltas seja no seco, a chuva afetou o padrão usual de evolução da pista ao longo do fim de semana, tornando a superfície mais escorregadia.
  • Acredita-se que uma parada seja a estratégia mais rápida, começando com o Yellow Medium e passando para o White Hard. Há degradação no Soft e no Medium, mas o segundo oferece uma janela de pit stop mais ampla e mais dirigibilidade, então começar com ele oferece mais opções.
  • Soft para Hard também é uma estratégia viável de uma parada, mas obriga os pilotos a pararem mais cedo, a grande incógnita são os Safety Cars que não há como prever, com isso deve se considerar um maior número de opções.
  • A estratégia de duas paradas é um pouco mais lenta, mas sob certas circunstâncias pode funcionar porque se perde menos tempo no pit stop aqui do que em qualquer outro circuito e também porque se corta a primeira e a última curvas usando o pit-lane.
  • Para aqueles que largam mais atrás, pode-se começar com o Hard e ir longe, isso sem contar que dá para tirar o máximo proveito de um Safety Car evitando o pit stop e depois trocando por um pneu mais rápido no fim. Este é um circuito de fácil ultrapassagem, então, a posição de largada não é tão importante como em outros lugares.

Mario Isola - Diretor de Motorsport da Pirelli: "Com a chuva, os pilotos tiveram um conjunto extra de Intermediates alocados para o FP3 de acordo com o regulamento. Na qualificação, a pista estava pronta para os Intermediatess no final do Q1, mas o ponto de cruzamento entre o Full Wet e o Intermediate foi um pouco maior do que prevíamos. A pista secou razoavelmente rápido, com algumas partes totalmente molhadas, algumas úmidas e outras secas, levando a uma qualificação emocionante e que realmente testou as habilidades dos pilotos. Como temos apenas uma especificação de pneus de chuva pesada e intermediários homologados para o ano, eles precisam ser extremamente adaptáveis ​​a uma ampla gama de circunstâncias, incluindo as condições únicas que vimos aqui no Canadá. Os pneus de chuva e intermediários fizeram exatamente o que era necessário aqui, com apenas um piloto testando os slicks no Q3, mas as condições ainda estavam muito molhadas. Deve ser uma história muito diferente na corrida, então as equipes precisam aproveitar ao máximo as informações obtidas na sexta-feira".