O novo thriller do mais americano
dos franceses vai agradar em cheio quem sente saudade de espionagem raiz
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Paris Filmes
Em tempos do politicamente
correto que corrigiu muitas injustiças, mas que também deixou muita coisa
chata, Luc Besson surge como um oĂ¡sis de criatividade no momento que
se matam personagens que nortearam a vida de muitos habitantes do planeta
durante décadas, para dar lugar a situações sem pé nem cabeça.
Os agentes secretos foram os primeiros a sofrerem as consequĂªncias do que alguns achavam ser exagerado do ponto de vista humano, ora, isso Ă© ficĂ§Ă£o, ou quem ainda estĂ¡ vivo no planeta nĂ£o sacou que seres com poderes especiais sĂ£o os polĂticos que arrebentam uma naĂ§Ă£o e populaĂ§Ă£o com uma caneta? O francĂªs nĂ£o quis nem saber, o seu novo longa trata a espiĂ£ como um desses seres devassos que surgiram a partir dos anos 60 e eram muito divertidos.
Estreou esta semana no Brasil Anna: O Perigo Tem Nome (Summit Entertainment, EuropaCorp, TF1 Films Production, OCS, TF1, Canal+, TMC, Paris Filmes) que tem como tema a quente guerra fria que sacudiu desde o fim da segunda guerra mundial a Europa e os Estados Unidos contra a o tal impĂ©rio do mal que era a UniĂ£o SoviĂ©tica.
No longa, a vĂtima de abuso domĂ©stico Anna Poliatova (a estonteante Sasha Luss) esconde um segredo que liberarĂ¡ sua força e habilidade para se tornar uma das mais temidas assassinas do mundo. É um filme que conta com muita aĂ§Ă£o, sexo, Ă¡lcool, drogas e tudo aquilo que gira em torno de modelos fotogrĂ¡ficos, agentes secretos e suas vitimas. O elenco ainda tem Luke Evans, Cillian Murphy e a ganhadora do Oscar® Helen Mirren.
Claro que nem tudo sĂ£o flores em produções que ousam peitar o “esquemĂ£o” atual, para isso Ă© preciso ousar mais e em alguns casos corre-se o risco de ficar muito no fio da navalha, tipo assim, dificultar o entendimento. Besson escreveu, produziu e dirigiu o longa, usou tĂ©cnicas antigas com situações mais atuais e criou uma atmosfera que, para mim, demorou um pouco para funcionar.
Durante muito tempo e com uma frequĂªncia maior no inicio do filme, existe um vai e vem na narrativa, envolvendo Anna e outros personagens, acontece que perto de se tornar chato, pĂ¡ra. A partir daĂ a histĂ³ria se desenrola mais suave e esses lapsos temporais sĂ£o melhores entendidos, dĂ¡ atĂ© pra sentir saudade. Essa Ă© a grande sacada da direĂ§Ă£o do francĂªs, que te deixa esperando uma resposta sobre uma determinada situaĂ§Ă£o que talvez nem venha.
Outra grande sacada, desta vez Ă© com relaĂ§Ă£o Ă fotografia feita pelo companheiro de longa jornada de Luc, Thierry Arbogast (O Quinto Elemento, O Profissional, Nikita: Criada para Matar), quando da viagem no tempo dos personagens, a textura de cor e luminĂ¢ncia mudam de acordo com a Ă©poca narrada, Ă© um trabalho requintado e cuidadoso com uma obra que prima pelos detalhes tĂ©cnicos.
Anna: O Perigo Tem Nome tem um orçamento nĂ£o confirmado de US$ 30 milhões e estĂ¡ perto de atingir na bilheteria, Ă© um filme novo com cara antiga, respeita o limite de quase 2 horas de exibiĂ§Ă£o (na verdade 1 hora e 59 minutos), tem classificaĂ§Ă£o indicativa de 16 anos, resgata o formato de um momento da histĂ³ria contemporĂ¢nea que Ă© sempre bom recordar e sim, Ă© bom ver outro gĂªnero ser tĂ£o ou melhor agente secreto.
Os agentes secretos foram os primeiros a sofrerem as consequĂªncias do que alguns achavam ser exagerado do ponto de vista humano, ora, isso Ă© ficĂ§Ă£o, ou quem ainda estĂ¡ vivo no planeta nĂ£o sacou que seres com poderes especiais sĂ£o os polĂticos que arrebentam uma naĂ§Ă£o e populaĂ§Ă£o com uma caneta? O francĂªs nĂ£o quis nem saber, o seu novo longa trata a espiĂ£ como um desses seres devassos que surgiram a partir dos anos 60 e eram muito divertidos.
Estreou esta semana no Brasil Anna: O Perigo Tem Nome (Summit Entertainment, EuropaCorp, TF1 Films Production, OCS, TF1, Canal+, TMC, Paris Filmes) que tem como tema a quente guerra fria que sacudiu desde o fim da segunda guerra mundial a Europa e os Estados Unidos contra a o tal impĂ©rio do mal que era a UniĂ£o SoviĂ©tica.
No longa, a vĂtima de abuso domĂ©stico Anna Poliatova (a estonteante Sasha Luss) esconde um segredo que liberarĂ¡ sua força e habilidade para se tornar uma das mais temidas assassinas do mundo. É um filme que conta com muita aĂ§Ă£o, sexo, Ă¡lcool, drogas e tudo aquilo que gira em torno de modelos fotogrĂ¡ficos, agentes secretos e suas vitimas. O elenco ainda tem Luke Evans, Cillian Murphy e a ganhadora do Oscar® Helen Mirren.
Claro que nem tudo sĂ£o flores em produções que ousam peitar o “esquemĂ£o” atual, para isso Ă© preciso ousar mais e em alguns casos corre-se o risco de ficar muito no fio da navalha, tipo assim, dificultar o entendimento. Besson escreveu, produziu e dirigiu o longa, usou tĂ©cnicas antigas com situações mais atuais e criou uma atmosfera que, para mim, demorou um pouco para funcionar.
Durante muito tempo e com uma frequĂªncia maior no inicio do filme, existe um vai e vem na narrativa, envolvendo Anna e outros personagens, acontece que perto de se tornar chato, pĂ¡ra. A partir daĂ a histĂ³ria se desenrola mais suave e esses lapsos temporais sĂ£o melhores entendidos, dĂ¡ atĂ© pra sentir saudade. Essa Ă© a grande sacada da direĂ§Ă£o do francĂªs, que te deixa esperando uma resposta sobre uma determinada situaĂ§Ă£o que talvez nem venha.
Outra grande sacada, desta vez Ă© com relaĂ§Ă£o Ă fotografia feita pelo companheiro de longa jornada de Luc, Thierry Arbogast (O Quinto Elemento, O Profissional, Nikita: Criada para Matar), quando da viagem no tempo dos personagens, a textura de cor e luminĂ¢ncia mudam de acordo com a Ă©poca narrada, Ă© um trabalho requintado e cuidadoso com uma obra que prima pelos detalhes tĂ©cnicos.
Anna: O Perigo Tem Nome tem um orçamento nĂ£o confirmado de US$ 30 milhões e estĂ¡ perto de atingir na bilheteria, Ă© um filme novo com cara antiga, respeita o limite de quase 2 horas de exibiĂ§Ă£o (na verdade 1 hora e 59 minutos), tem classificaĂ§Ă£o indicativa de 16 anos, resgata o formato de um momento da histĂ³ria contemporĂ¢nea que Ă© sempre bom recordar e sim, Ă© bom ver outro gĂªnero ser tĂ£o ou melhor agente secreto.









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