O remake de um grande sucesso do
final dos anos 80 mostra que, quem faz a lição de casa direitinho, aprende
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Paramount Pictures
Stephen King é certamente o maior escritor vivo
especializado em temas profundos de terror e suspense, ele se deu até ao luxo
de usar um pseudônimo (Richard Bachman) para ampliar o seu
universo literário, a chispa criadora deste norte-americano de 71 anos acendeu
no começo dos anos 70 e não dá sinais que vai apagar tão cedo.
O cinema e a televisão aproveitaram muito suas obras, delas surgiram longas, séries, mini-séries e criações baseadas seja nos seus livros ou em alguns de seus sempre complicados personagens. São dele alguns dos maiores sucessos do cinema de suspense, tornaram-se clássicos do gênero e ajudaram a criar a carreira de novos atores, técnicos e até mesmo de diretores pouco conhecidos.
Fazer um bom remake sempre dá certo, desde que seja com capricho maior que na versão original, isso já aconteceu com alguns filmes e agora chegou a vez de um tema retratado com requintes de crueldade. Estréia nesta quinta-feira no Brasil Cemitério Maldito (Alphaville Films, Di Bonaventura Pictures, Room 101, Paramount Pictures) é um longa muito bem realizado por uma dupla de diretores especializada quando o assunto é terror e suspense: Kevin Kölsch e Dennis Widmyer.
Na nova versão, eles contam a estória do Dr. Louis Creed (Jason Clarke), que, depois de mudar com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque próximo à nova casa da família. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com conseqüências horripilantes.
Teve uma mudança radical com relação ao filme de 89 que foi dirigido por uma mulher (Mary Lambert) e teve o roteiro escrito pelo próprio Stephen King, o longa que custou na época pouco mais de US$ 11 milhões e faturou US$ 58, teve uma mudança na obra original. No filme atual, quem sofre o acidente que desencadeia os acontecimentos é a irmã mais velha de Gage, Ellie (Jeté Laurence), essa troca não foi inventada, isso acontece no livro e o filme de 1989 retirou, foi ideia do próprio King para dar um clima mais pesado com um bebê macabro. Os atuais diretores resolveram retomar o original que funciona muito bem, diga-se de passagem.
É a lição de casa bem feita, Kölsch e Widmyer surpreendem com uma direção firme e muito cheia de detalhes, é o sonho de todo editor e facilitou a vida de Sarah Broshar (Jogador Nº 1), ela nadou de braçada com as várias opções, os sustos em cortes rápidos e muito precisos deixam as pessoas rindo de nervoso dentro da sala de cinema, uma característica muito marcante que a coisa está funcionando corretamente.
A fotografia do inglês Laurie Rose (Operação Overlord) tem ajuda na maquiagem bem feita e detalhista, as seqüências de Noite Americana ajudam na concepção da fotografia nublada que ele procurou para aumentar a tensão que o filme gera, a trilha sonora assinada pelo maestro Christopher Young cria um clima muito hostil nas falas bem representadas pelos atores e ponteadas com acordes fortes. Isso tem um resultado talvez até maior que o esperado, o filme que custou US$ 21 milhões e está em cartaz nos EUA desde 5 de abril, já faturou mais de US$ 100 milhões.
Na nova avalanche de filmes alternativos em gênero para encarar a overdose de super-heróis que invadiu as telas, esse remake de Cemitério Maldito é um excelente exemplar, é pesadão e não recomendado para menores de 16 anos, mas é uma opção muito boa para quem gosta do tema com qualidade, quantidade e claro, deixa aberta a possibilidade de ter continuação. Eu pararia por aí mesmo!
O cinema e a televisão aproveitaram muito suas obras, delas surgiram longas, séries, mini-séries e criações baseadas seja nos seus livros ou em alguns de seus sempre complicados personagens. São dele alguns dos maiores sucessos do cinema de suspense, tornaram-se clássicos do gênero e ajudaram a criar a carreira de novos atores, técnicos e até mesmo de diretores pouco conhecidos.
Fazer um bom remake sempre dá certo, desde que seja com capricho maior que na versão original, isso já aconteceu com alguns filmes e agora chegou a vez de um tema retratado com requintes de crueldade. Estréia nesta quinta-feira no Brasil Cemitério Maldito (Alphaville Films, Di Bonaventura Pictures, Room 101, Paramount Pictures) é um longa muito bem realizado por uma dupla de diretores especializada quando o assunto é terror e suspense: Kevin Kölsch e Dennis Widmyer.
Na nova versão, eles contam a estória do Dr. Louis Creed (Jason Clarke), que, depois de mudar com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque próximo à nova casa da família. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com conseqüências horripilantes.
Teve uma mudança radical com relação ao filme de 89 que foi dirigido por uma mulher (Mary Lambert) e teve o roteiro escrito pelo próprio Stephen King, o longa que custou na época pouco mais de US$ 11 milhões e faturou US$ 58, teve uma mudança na obra original. No filme atual, quem sofre o acidente que desencadeia os acontecimentos é a irmã mais velha de Gage, Ellie (Jeté Laurence), essa troca não foi inventada, isso acontece no livro e o filme de 1989 retirou, foi ideia do próprio King para dar um clima mais pesado com um bebê macabro. Os atuais diretores resolveram retomar o original que funciona muito bem, diga-se de passagem.
É a lição de casa bem feita, Kölsch e Widmyer surpreendem com uma direção firme e muito cheia de detalhes, é o sonho de todo editor e facilitou a vida de Sarah Broshar (Jogador Nº 1), ela nadou de braçada com as várias opções, os sustos em cortes rápidos e muito precisos deixam as pessoas rindo de nervoso dentro da sala de cinema, uma característica muito marcante que a coisa está funcionando corretamente.
A fotografia do inglês Laurie Rose (Operação Overlord) tem ajuda na maquiagem bem feita e detalhista, as seqüências de Noite Americana ajudam na concepção da fotografia nublada que ele procurou para aumentar a tensão que o filme gera, a trilha sonora assinada pelo maestro Christopher Young cria um clima muito hostil nas falas bem representadas pelos atores e ponteadas com acordes fortes. Isso tem um resultado talvez até maior que o esperado, o filme que custou US$ 21 milhões e está em cartaz nos EUA desde 5 de abril, já faturou mais de US$ 100 milhões.
Na nova avalanche de filmes alternativos em gênero para encarar a overdose de super-heróis que invadiu as telas, esse remake de Cemitério Maldito é um excelente exemplar, é pesadão e não recomendado para menores de 16 anos, mas é uma opção muito boa para quem gosta do tema com qualidade, quantidade e claro, deixa aberta a possibilidade de ter continuação. Eu pararia por aí mesmo!









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