Cuidados com diversos aspectos evitam queda de produtividade, aumento de custos e paradas desnecessárias da produção

Texto e fotos: Wittmann Battenfeld

Da correta operação e adequada manutenção dependem a durabilidade e o bom desempenho das injetoras de termoplásticos e, consequentemente, a produtividade do processo fabril. Por isso, a Wittmann Battenfeld - um dos principais fabricantes mundiais de equipamentos utilizados no processo de fabricação das indústrias de plásticos - orienta quanto à periodicidade e às principais medidas para a manutenção dos equipamentos.


As injetoras são, comumente, máquinas de uso contínuo e é natural que seus componentes e mecanismos se desgastem ao longo do tempo, comprometendo o ciclo de produção e a margem de rendimentos. Em casos mais extremos, pode, ainda, ocorrer a quebra de peças, representando um custo significativo para a empresa, fato que pode ser evitado com um Programa de Manutenção Preventiva definido previamente.
Um programa como esse é indispensável a transformadores de todos os portes, pois aumenta a disponibilidade das máquinas, previne panes que necessitam de manutenção corretiva imediata, contornando o problema e evitando desembolsos sem programação, o que eleva custos produtivos e comprometem qualquer planejamento.


O engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld do Brasil, Marcos Cardenal, afirma que com medidas simples e periódicas, é possível aumentar a vida útil da injetora; minimizar desgastes; reduzir os custos da manutenção corretiva e assegurar o bom funcionamento do equipamento. “Cuidados básicos podem acarretar ganhos significativos relativos à produção, redução de refugos, qualidade e economia de energia, além de preservar o investimento realizado na compra da injetora e garantir a boa imagem da empresa”, ressalta.

Cuidados periódicos
A manutenção regular e mesmo simples ajustes podem evitar paralisações desnecessárias na produção, que acarretam em prejuízo ao transformador. Cardenal explica que, durante a Manutenção Preventiva, devem ser avaliados diversos aspectos, que farão toda a diferença no funcionamento da injetora. Os principais são:
  • Rosca: A integridade do componente tem efeito direto no processamento. Suas condições físicas, bem como mecânicas e de ajustes dos componentes integrados definem a qualidade da plastificação da matéria-prima e da moldagem.
  • Nivelamento do equipamento: o desnivelamento pode desgastar o sistema de fechamento e comprometer a sensibilidade da proteção do molde. A regulagem deve ser feita antes da instalação da máquina, um mês depois e, em seguida, a cada seis meses.
  • Óleo hidráulico: Sua contaminação é responsável por cerca de 80% dos problemas hidráulicos. A verificação de sua viscosidade, cor e volume deve ser feita semanalmente. Conforme o índice de oxidação e contaminação pode-se exigir aditivação, filtragem ou troca. A temperatura do óleo também deve ser controlada para evitar variações na regulagem da velocidade e pressão da injetora.
  • Painel elétrico: A limpeza e a ventilação do armário elétrico merecem atenção. A ventilação deve ser feita com ventilador e filtro, mais baratos e eficientes do que o uso de aparelhos condicionadores de ar, que podem causar condensação. O filtro deve ser limpo semanalmente e, para limpar o armário, deve-se utilizar aspirador.
  • Lubrificação dos componentes: A verificação de todos os pontos deve ser semanal. Uma simples inspeção visual das mangueiras e bandeja coletora de óleo pode indicar a ocorrência de problemas.

O executivo da Wittmann Battenfeld lembra que uma injetora é uma engrenagem na qual o funcionamento de todos os componentes integrados definirá o desempenho do processo. "Daí, a necessidade de limpeza e manutenção regulares e atenção para as diversas peças", conclui Cardenal.