A Coluna está de volta com duas sensações distintas, a vergonha do cancelamento da Indy no Brasil e a esperança de bons resultados na F1 com o Felipe Nasr

Texto: Eduardo Abbas
Fotos: F1.com

De certa maneira, é uma forma triste de se começar o ano, já com essa bomba que a corrida de abertura da Fórmula Indy foi cancelada unilateralmente pelo governo do Distrito Federal. Ora, mas falando sério agora, alguém acreditava mesmo que a etapa aconteceria?


Acho que só a Band, promotora da corrida, é quem ainda colocava fé nas promessas feitas antes da eleição, afinal, no Brasil, o que político fala não se escreve, e mesmo que escreva tá sujeito a ver o contrato rasgado sem mais delongas. É uma grande vergonha para nós, contribuintes, é uma palhaçada a nível internacional feita pelos senhores que vivem na ilha da fantasia que é a administração pública, é uma prova cabal que não estamos e nunca estivemos preparados para nenhum evento de grande porte.


Tudo é feito nas coxas e sem planejamento, a copa do mundo aconteceu, mas a que preço? As etapas das corridas internacionais de carros e motos querem é distância daqui, a Fórmula 1 só acontece porque a TV Globo coloca sua equipe pra correr atrás, não confia em ninguém e mesmo assim a organização não é lá essas coisas, mas sempre sai por vontade do Bernie, se não fosse ele já teríamos dado adeus há muito tempo.


É um novo ano, novos impostos, novas roubalheiras em nossos bolsos, tudo mais caro, mas também é um momento de esperança e de, quem sabe, ter motivos para torcer por um novo piloto. Depois de anos sem ter alguém que faça a diferença na Fórmula 1, parece que agora é a vez de Felipe Nasr mostrar do que estamos falando.


Será o primeiro ano do menino na categoria principal, ele já se diz ambientado na nova equipe e os resultados estão provando que, apesar de vários urubus da imprensa nacional acharem que ele nem ia poder treinar, já colocou a Sauber na ponta no terceiro dia de treinos em Jerez de La Frontera. Não vale nada para o campeonato? Não, mas vale para o ego e para se ter um fio de esperança já que o veterano Zacarias nunca disse a que veio.


Foram 4 dias em que a Ferrari mostrou uma nova força dos seus motores, saíram do marasmo que foi o ano de 2014 e caíram na real de 2015. O novo propulsor é rápido e confiável, com ele Vettel dominou os dois primeiros dias, no terceiro deu Sauber com o Felipe e no encerramento a Ferrari voltou à ponta com o Kimi. Claro que o carro a ser batido é a incrível Mercedes das mais de 100 voltas por dia, com os dois pilotos muito entusiasmados e com a garantia de que vão brigar pelo campeonato.


Na valsa do “aqui se faz, aqui se paga”, mais uma vez o Fernando Alonso trocou de equipe na hora errada. Vai sofrer barbaridade com o novo McLaren e, provavelmente quando se aposentar, vai deixar um canhão para outro piloto ser campeão do mundo. A boca grande do espanhol evitou que ele fosse um gigante nas pistas e entrasse pra história da Fórmula 1 como um dos maiores, foi e sempre será o coadjuvante de luxo, o campeão moral, o cara que é o maior do mundo apenas para os comentaristas e cronistas que nunca admitem que os outros sejam muito melhores. É mais ou menos como os organizadores de eventos no Brasil, deveriam ser comprados pelo que valem e vendidos pelo que acham que valem, aí sim, seriamos um país muito rico.

A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos

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