Certamente Ă© a cinebiografia mais ousada dos Ăºltimos
anos, Elton John nĂ£o fez questĂ£o de esconder nada, prepare-se!
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Paramount Pictures
Lembro quando tive o primeiro
contato com esse cantor quase desconhecido dos brasileiros, no ano de 1974 o grande
barato era ter um rĂ¡dio-gravador, caçar as mĂºsicas nas estações para registrar em K7 e o hit de sucesso era Goodbye Yelloow Brick Road.
Foi a partir daĂ que comecei a acompanhar a carreira e comprar seus
LP´s e depois CD´s, isso atĂ© pouco mais da metade da dĂ©cada de 90 quando ele veio ao
Brasil pela primeira vez, fez o primeiro show e para mim passou a ser um
artista que eu gostava.
Claro que foi por causa de uma enorme besteira que ele falou durante a apresentaĂ§Ă£o, ofendeu as pessoas, muitos saĂram dali nĂ£o querendo nem saber mais nada. Acontece que o filme explica, eu pude finalmente entender porque um cara que vendeu mais de 250 milhões de cĂ³pias no mundo, uma boa parte aqui, fez uma desfeita desta.
Essa Ă© a minha histĂ³ria com o Ădolo, vocĂª tambĂ©m deve ter a sua e vai ter a chance de conferir onde ela se encaixa a partir desta quinta-feira, Rocketman (New Republic Pictures, Marv Films, Rocket Pictures, Paramount Pictures) Ă© uma viagem pela vida e obra de um dos maiores artistas contemporĂ¢neos, reconhecido pela sua incrĂvel capacidade de musicar qualquer tipo de poesia por The Super Talent.
O longa Ă© uma fantasia musical sobre os primeiros anos de sucesso, o filme acompanha a transformaĂ§Ă£o de Reginald Dwight, de prodĂgio acanhado ao superastro Elton John. É uma narrativa “costurada” pelas canções do garoto que se torna uma das figuras mais icĂ´nicas da mĂºsica pop. O roteiro de Lee Hall (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha) foi baseado na narrativa do prĂ³prio cantor e com a utilizaĂ§Ă£o das canções de acordo com as ocorrĂªncias da vida e nĂ£o na cronologia que foram lançadas.
O grande mĂ©rito e inevitĂ¡vel sucesso que o filme vai atingir Ă© por causa do diretor Dexter Fletcher, ele que terminou Bohemian Rhapsody, mas seu nome nĂ£o aparece nos crĂ©ditos. Ele estava envolvido com este longa e nĂ£o deixou uma coisa invadir a outra, mesmo se tratando de dois ingleses, mĂºsicos, amigos na vida real e grandes vendedores de discos. Fletcher criou uma viagem desenfreada de imaginaĂ§Ă£o, celebraĂ§Ă£o e drama, mas a qualidade do elenco surpreende, segundo ele “nĂ£o precisĂ¡vamos de simples atores para o filme, precisĂ¡vamos de pessoas que pudessem fazer de tudo”.
E entenda-se esse tudo como tudo mesmo, sem pudores ou meias verdades, os atores e atrizes nĂ£o decepcionaram, Taron Egerton (Elton John) encarna literalmente o papel, atĂ© cantar ele canta, mas as cenas mais picantes sĂ£o sempre feitas com tamanha veracidade como se ele realmente fosse o astro, tudo acompanhado de perto pelo prĂ³prio Elton que assina tambĂ©m a produĂ§Ă£o executiva e seu atual marido David Furnish a produĂ§Ă£o. No elenco tem ainda muita gente competente: Jamie Bell (Bernie Taupin), Richard Madden (John Reid) e Bryce Dallas Howard (Sheila Farebrother) que tambĂ©m abraçam seus personagens com muito realismo.
Um ponto espetacular e muito bem cuidado sĂ£o os figurinos, principalmente de Elton John, ser excĂªntrico ao se vestir em qualquer situaĂ§Ă£o e principalmente sua enorme fixaĂ§Ă£o pelas armações dos inseparĂ¡veis Ă³culos, deve ter dado muito trabalho para Julian Day (Rush: No Limite da EmoĂ§Ă£o, Bohemian Rhapsody), em compensaĂ§Ă£o teve um aproveitamento sensacional enquanto se contava a histĂ³ria, a cada nova cena tem mudança dos Ă³culos, dependendo do estado de espĂrito que a seqĂ¼Ăªncia exigia.
As tĂ©cnicas utilizadas pelo diretor de fotografia George Richmond (Branca de Neve e o Caçador) sĂ£o muito curiosas, quando se trata do desenrolar de enredo, ela lembra muito produções inglesas com um tom meio amarelado, agora, quando se trata de retratar o momento musical, ela busca as referencias dos clipes que foram produzidos na Ă©poca dos lançamentos. Foi trabalho extra para o montador Chris Dickens (Os MiserĂ¡veis) que teve que se empenhar muito no ajuste da temperatura e textura de cor, principalmente na mĂºsica I'm Still Standing onde houve uma mixagem entre Egerton e imagens do clip original.
Rocketman estĂ¡ pronto para decolar e começar a fazer a cabeça dos fĂ£s do cantor no mundo todo, Ă© uma forma elegante e cara (o filme custou US$ 40 milhões) que ele escolheu nĂ£o para se desculpar, mas para justificar algumas atitudes. VĂ¡ assistir sem medo, a classificaĂ§Ă£o indicativa de 16 anos por conter drogas, violĂªncia e conteĂºdo sexual jĂ¡ te dĂ¡ uma noĂ§Ă£o do que vai acontecer, mas Sir Elton John que nos fez sonhar e namorar embalados pelas suas canções, do alto de seus 72 anos merece uma nova chance, antes tarde do que nunca.
Claro que foi por causa de uma enorme besteira que ele falou durante a apresentaĂ§Ă£o, ofendeu as pessoas, muitos saĂram dali nĂ£o querendo nem saber mais nada. Acontece que o filme explica, eu pude finalmente entender porque um cara que vendeu mais de 250 milhões de cĂ³pias no mundo, uma boa parte aqui, fez uma desfeita desta.
Essa Ă© a minha histĂ³ria com o Ădolo, vocĂª tambĂ©m deve ter a sua e vai ter a chance de conferir onde ela se encaixa a partir desta quinta-feira, Rocketman (New Republic Pictures, Marv Films, Rocket Pictures, Paramount Pictures) Ă© uma viagem pela vida e obra de um dos maiores artistas contemporĂ¢neos, reconhecido pela sua incrĂvel capacidade de musicar qualquer tipo de poesia por The Super Talent.
O longa Ă© uma fantasia musical sobre os primeiros anos de sucesso, o filme acompanha a transformaĂ§Ă£o de Reginald Dwight, de prodĂgio acanhado ao superastro Elton John. É uma narrativa “costurada” pelas canções do garoto que se torna uma das figuras mais icĂ´nicas da mĂºsica pop. O roteiro de Lee Hall (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha) foi baseado na narrativa do prĂ³prio cantor e com a utilizaĂ§Ă£o das canções de acordo com as ocorrĂªncias da vida e nĂ£o na cronologia que foram lançadas.
O grande mĂ©rito e inevitĂ¡vel sucesso que o filme vai atingir Ă© por causa do diretor Dexter Fletcher, ele que terminou Bohemian Rhapsody, mas seu nome nĂ£o aparece nos crĂ©ditos. Ele estava envolvido com este longa e nĂ£o deixou uma coisa invadir a outra, mesmo se tratando de dois ingleses, mĂºsicos, amigos na vida real e grandes vendedores de discos. Fletcher criou uma viagem desenfreada de imaginaĂ§Ă£o, celebraĂ§Ă£o e drama, mas a qualidade do elenco surpreende, segundo ele “nĂ£o precisĂ¡vamos de simples atores para o filme, precisĂ¡vamos de pessoas que pudessem fazer de tudo”.
E entenda-se esse tudo como tudo mesmo, sem pudores ou meias verdades, os atores e atrizes nĂ£o decepcionaram, Taron Egerton (Elton John) encarna literalmente o papel, atĂ© cantar ele canta, mas as cenas mais picantes sĂ£o sempre feitas com tamanha veracidade como se ele realmente fosse o astro, tudo acompanhado de perto pelo prĂ³prio Elton que assina tambĂ©m a produĂ§Ă£o executiva e seu atual marido David Furnish a produĂ§Ă£o. No elenco tem ainda muita gente competente: Jamie Bell (Bernie Taupin), Richard Madden (John Reid) e Bryce Dallas Howard (Sheila Farebrother) que tambĂ©m abraçam seus personagens com muito realismo.
Um ponto espetacular e muito bem cuidado sĂ£o os figurinos, principalmente de Elton John, ser excĂªntrico ao se vestir em qualquer situaĂ§Ă£o e principalmente sua enorme fixaĂ§Ă£o pelas armações dos inseparĂ¡veis Ă³culos, deve ter dado muito trabalho para Julian Day (Rush: No Limite da EmoĂ§Ă£o, Bohemian Rhapsody), em compensaĂ§Ă£o teve um aproveitamento sensacional enquanto se contava a histĂ³ria, a cada nova cena tem mudança dos Ă³culos, dependendo do estado de espĂrito que a seqĂ¼Ăªncia exigia.
As tĂ©cnicas utilizadas pelo diretor de fotografia George Richmond (Branca de Neve e o Caçador) sĂ£o muito curiosas, quando se trata do desenrolar de enredo, ela lembra muito produções inglesas com um tom meio amarelado, agora, quando se trata de retratar o momento musical, ela busca as referencias dos clipes que foram produzidos na Ă©poca dos lançamentos. Foi trabalho extra para o montador Chris Dickens (Os MiserĂ¡veis) que teve que se empenhar muito no ajuste da temperatura e textura de cor, principalmente na mĂºsica I'm Still Standing onde houve uma mixagem entre Egerton e imagens do clip original.
Rocketman estĂ¡ pronto para decolar e começar a fazer a cabeça dos fĂ£s do cantor no mundo todo, Ă© uma forma elegante e cara (o filme custou US$ 40 milhões) que ele escolheu nĂ£o para se desculpar, mas para justificar algumas atitudes. VĂ¡ assistir sem medo, a classificaĂ§Ă£o indicativa de 16 anos por conter drogas, violĂªncia e conteĂºdo sexual jĂ¡ te dĂ¡ uma noĂ§Ă£o do que vai acontecer, mas Sir Elton John que nos fez sonhar e namorar embalados pelas suas canções, do alto de seus 72 anos merece uma nova chance, antes tarde do que nunca.









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