FÓRMULA 1: Preview Pirelli Grande Prêmio do Azerbaijão

Rodada 8 de 20 - Baku, de 23 a 25 de junho de 2017

Texto e fotos: Pirelli

O circuito de rua de Baku é a pista sobre a qual as equipes têm menos informações, uma vez que este grande prêmio é mais recente a ser incluído no calendário da Fórmula 1. Os pilotos só dirigiram lá uma vez, na corrida inaugural do ano passado. Desde então, o regulamento técnico e as características dos pneus mudaram, fazendo com que a pista seja novamente um ponto de interrogação. Os pneus selecionados para o mais longo e veloz circuito de rua do ano são o P Zero Branco médio, o P Zero Amarelo macio e o P Zero Vermelho supermacio. Essa combinação foi vista pela última vez este ano no Bahrain, e também foi utilizada em Baku há um ano.

Os três compostos selecionados


O circuito do ponto de vista do pneu

  • Com 6.004 quilômetros, incluindo uma reta de 2,2 km, Baku tem a segunda volta mais longa do ano, perdendo apenas para Spa, com 20 curvas.
  • O local é conhecido como “a cidade dos ventos”. As rajadas de vento podem impactar no acerto dos carros.
  • A pista é bem estreita no início do trecho da “cidade velha” do circuito, sendo que os carros estão 20 cm mais largos este ano.
  • A expectativa é de que as velocidades máximas passem dos 360 km/h na reta. No ano passado, essa marca foi de 378 km/h.
  • Parte da pista está com asfalto novo, então as equipes descobrirão como é a aderência nesse setor durante os treinos livres.
  • A estratégia de uma parada foi a vencedora no ano passado. Isso deve se repetir em 2017.

Mario Isola, líder de competições de veículos da Pirelli: "Após Mônaco e Montreal, Baku é a terceira pista não permanente e de baixa aderência a aparecer em sequência no calendário, mas tem um espírito bem diferente das outras duas. A volta é muito mais rápida e os pneus recebem cargas de energia bem maiores. Além disso, a temperatura do asfalto pode ser bem alta, como foi no ano passado. Por essas razões, escolhemos uma combinação de pneus que ficam no meio do espectro, o que funcionou bem em 2016. No ano passado, a surpresa foi o fato de não termos a entrada de safety car na corrida, apesar das previsões que diziam o contrário. Isso pode ser um fator a ser levado em consideração na hora de formular a estratégia para a corrida. Com uma combinação de curvas de baixa e longas retas, é bem difícil encontrar o equilíbrio correto, especialmente em termos de pressão aerodinâmica.”

Pneus selecionados até o momento

Eduardo Abbas. Tecnologia do Blogger.