A reuniĂ£o do diretor e do ator
transformam esse no mais eletrizante filme de aĂ§Ă£o do ano
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Universal
Pictures
Sabe aquela simbiose de talento
entre ator e diretor, quando um nĂ£o funciona direito sem o outro? Pois Ă©,
acontece com muita gente desde os Ă¡ureos tempos do cinema, criam clĂ¡ssicos e
passam a vida fazendo sucesso. Agora, uma nova dupla, que jĂ¡ esteve junta em dois
longas da trilogia e por conseqĂ¼Ăªncia arrebentaram na tela e nas bilheterias
voltam a se encontrar para a seqĂ¼Ăªncia mais esperada dos Ăºltimos tempos.
TĂ¡ certo que antes o antigo
roteirista quis provar que tinha cacife e inventou uma continuaĂ§Ă£o, que Matt
Damon resolveu nĂ£o participar, e quase jogou por terra uma das mais
brilhantes idĂ©ias de filme de aĂ§Ă£o produzida pela dupla querida de Spielberg,
Frank
Marshall e Kathleen Kennedy (Obs: ela dĂ¡ o nome para a produtora, pois ela
Ă© a CEO
da Lucasfilm
Ltd, pelo menos por enquanto) que dificilmente associam seus sobrenomes
a filmes ruins.
NĂ£o Ă© a toa que a aventura
arrasta um grande nĂºmero de fĂ£s no mundo todo, de repente vocĂª se vĂª torcendo
por um matador implacĂ¡vel, um assassino sem alma que sempre tem alguĂ©m pior no
seu encalço. Estreou no Brasil Jason Bourne (The
Kennedy/Marshall Company, Captivate Entertainment, Pearl
Street Films, Universal
Pictures ) que marca o retorno da parceria entre Matt
Damon (Perdido em Marte, GĂªnio
IndomĂ¡vel e a trilogia Bourne) e o
diretor Paul Greengrass (A Supremacia Bourne, O
Ultimato Bourne, CapitĂ£o Phillips) Ă franquia
de sucesso.
Nessa nova aventura, o tempo
passa, dez anos depois de sumir no mundo e se isolar, Jason Bourne Ă© procurado
por Nicky
Parsons (a loiraça Julia Stiles, que é lembrada também em O Lado Bom
da Vida) que encontra algo envolvendo a Treadstone e ele precisa
saber, e aĂ começa tudo de novo na vida deste lobo solitĂ¡rio que passa a maior
parte de seu tempo na Terra tentando provar que nĂ£o tem culpa.
O elenco Ă© de primeira linha e os
destaques sĂ£o Tommy Lee Jones (ganhou o Oscar® por O Fugitivo) que
faz o papel do diretor da CIA Robert Dewey, Vincent Cassel (Cisne
Negro, O Monge) como o assassino profissional e Alicia
Vikander (Ex-MĂ¡quina, A Garota Dinamarquesa, onde ganhou o Oscar®
de atriz coadjuvante) Ă© a agente Heather Lee, uma genial expert em tecnolĂ³gica
cibernética. Com interpretações super convincentes e no ponto
certo, carregar esse premiado pessoal de acordo com que o papel pedia Ă© mais um
trabalho brilhante do diretor.
AliĂ¡s, Paul Greengrass Ă© um
inglĂªs que podemos dizer, estĂ¡ um ponto fora da curva da escola britĂ¢nica de
filmes. Claro que mantĂ©m a interpretaĂ§Ă£o em primeiro plano, mas sua mĂ£o para
dirigir cenas de aĂ§Ă£o com a participaĂ§Ă£o (na maior parte das vezes) dos atores
Ă© que impressiona.
A fotografia de Robert
Elswit (MissĂ£o ImpossĂvel: Protocolo Fantasma e NaĂ§Ă£o
Secreta) tem a mesma caracterĂstica dos dois longas anteriores da
trilogia, a cĂ¢mera nervosamente nas mĂ£os passa a idĂ©ia de um documentĂ¡rio,
reforça o realismo nas cenas e claro, esconde algumas falhas que podem
acontecer em cenas de lutas dando uma visĂ£o mais “embaralhada” do que estĂ¡ acontecendo. A montagem Ă© rĂ¡pida, ritmada,
com muitos takes para compor a cena final, tĂpica dos filmes anteriores que John
Gilroy (CĂrculo de fogo, O Legado Bourne) editou.
Voltando ao diretor Paul
Greengrass, ele prefere locais reais e usar pouca coisa de computador
nas cenas mais complicadas de aĂ§Ă£o e perseguiĂ§Ă£o, Ă© aquele tipo de diretor que
quer ver o carro amassar ao invés de uma maquete ou mesmo CGI para completar a
cena. O ponto alto Ă© em Las Vegas, talvez uma das mais
trabalhosas e detalhistas cenas de perseguiĂ§Ă£o.
O grande abraço na obra é a
trilha sonora feita por um craque no assunto, James Newton Howard (Uma
Linda Mulher, O Sexto Sentido, Diamante
de Sangue, entre muitos outros) traz toda a sutileza e pontuaĂ§Ă£o
que o filme necessita com acordes ora finos ora graves, mistura a rapidez da
aĂ§Ă£o com a leveza da trilha, envolve e seguramente te condiciona a ficar com os
olhos na tela o tempo todo, atĂ© porque nĂ£o dĂ¡ pra desgrudar nem um segundo.
O custo desta brincadeira foi de
US$ 120 milhões e jĂ¡ tĂªm nos Estados Unidos, onde estrĂ©ia nesta sexta-feira,
mais de US$ 4 milhões antecipados e segue firme para ser uma das maiores
bilheterias da trilogia (US$ 442.824.138 foi o recorde do Ultimato Bourne) ele
vai te fazer ficar grudado na cadeira nas pouco mais de duas horas de exibiĂ§Ă£o.
Jason Bourne nĂ£o Ă©
para a famĂlia toda, no Brasil nĂ£o Ă© recomendado para menores de 14 anos, mas
ultrapassa o fato de ser obrigatĂ³rio, Ă© arrojado, se torna necessĂ¡rio e
principalmente Ă© muitĂssimo bem realizado e a nova reuniĂ£o do diretor e do ator
virou uma obra que, agora sim, se quiserem fechar a série definitivamente, este
vai estar de acordo com o tamanho da trilogia, mas ninguém mata a galinha dos
ovos de ouro né?
A gente se encontra na semana que vĂªm!
Beijos & queijos
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