Pirelli é destaque no fim de semana em Monza
Texto e fotos: Pirelli
É a corrida em casa e um dos eventos mais queridos do calendário da F1, graças à paixão dos torcedores e a rica história do circuito no fim de semana do Formula 1 Pirelli Gran Premio d'Italia 2026. A conexão da Pirelli com o Templo da Velocidade, o circuito de corrida mais histórico da Europa, vai muito além da proximidade entre a sede da empresa italiana e o autódromo. Ela também está enraizada nas muitas vitórias conquistadas com pneus Pirelli em Monza. Entre elas, a vitória de Pietro Bordino em um Fiat 804 no GP que inaugurou o circuito recém-construído em 10 de setembro de 1922. A Pirelli será o title-sponsor do fim de semana de corrida e celebrará sua relação com o GP da Itália por meio do troféu, criado por uma dupla de artistas italianos, que será erguido pelos três primeiros colocados na corrida de domingo, além de uma edição especial dos bonés de pódio.
Em Monza, serão utilizados os três compostos mais macios da gama: o C3 como Duro, o C4 como Médio e o C5 como Macio. No papel, as três opções podem influenciar as estratégias de corrida de domingo, desde que as temperaturas não sejam excessivamente altas. O circuito de 5,793 km, com 11 curvas, é um dos mais rápidos do calendário da Fórmula 1, em parte devido às suas longas retas que, este ano, representarão um desafio adicional para a gestão de energia com as novas unidades de potência. As simulações das equipes, aliás, preveem tempos de volta cerca de dois segundos mais rápidos do que no ano passado. Do ponto de vista dos pneus, o eixo dianteiro deve ser submetido a cargas de frenagem menores, já que as zonas de frenagem provavelmente serão abordadas em velocidades reduzidas. Já o eixo traseiro enfrentará maiores exigências durante as fases de tração, quando toda a potência da unidade motriz é utilizada. A estabilidade em frenagem e a tração na saída das curvas, especialmente na Primeira Chicane e na Ascari, serão os dois fatores-chave para se obter vantagem sobre os rivais em uma pista que normalmente é disputada com uma configuração aerodinâmica de baixo downforce, priorizando a velocidade máxima.
O circuito costuma oferecer um bom nível de aderência já nas primeiras sessões. Não foram feitas modificações significativas desde a repavimentação completa realizada em 2024, quando foi aplicada uma mistura de asfalto relativamente lisa. Neste ano, as zebras das curvas 1, 4 e 8 foram reconstruídas, enquanto na curva 5 uma área de brita foi substituída por uma área de escape em asfalto. Os pilotos provavelmente terão de gerenciar o superaquecimento do eixo traseiro durante a corrida, mas a degradação não deve ser severa o suficiente para comprometer o desempenho dos pneus. Como resultado, uma estratégia de um único pit stop parece ser a opção mais provável para o domingo, apesar de as oportunidades de ultrapassagem estarem longe de serem escassas em Monza. Esta é a 77ª edição do GP da Itália, uma das provas mais duradouras do calendário da Fórmula 1. A corrida foi disputada em Monza em todas as edições, exceto uma, quando aconteceu em Ímola. Os pilotos com mais vitórias são Michael Schumacher e Lewis Hamilton, ambos com cinco triunfos, enquanto a Ferrari é a equipe mais bem-sucedida, com 20 vitórias. Hamilton também detém os recordes tanto de poles em Monza (sete) quanto de voltas mais rápidas (sete). Entre os pilotos atuais, Pierre Gasly conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 justamente no Templo da Velocidade, vencendo o GP da Itália de 2020 ao volante de uma AlphaTauri, entregando à equipe seu primeiro sucesso sob o novo nome.



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