- Dados mostram avanço de 18,96% em junho sobre o mesmo mês de 2025;
- Automóveis e comerciais leves e motocicletas puxam a alta do setor.
Texto e fotos: Eduardo Abbas / Fenabrave
Alguma coisa está fora da ordem mundial! A economia dos Estados Unidos projeta uma inflação alta, isso impacta o mundo todo, com isso os juros dos ianques devem aumentar causando uma volta pra casa de quem antes investia em outros mercados. Além disso, o PIB mundial deve desacelerar nesse segundo semestre, nada muito preocupante, mas tira dos trilhos quem rodava sempre em linha reta.
O mercado de veículos novos no Brasil teve um mês de quedas em alguns setores, mas por outro lado surpreendeu com as vendas de automóveis e comerciais leves novos. Com um dia útil a mais em junho (21) sobre maio (20), os emplacamentos encerraram o 1º. semestre de 2026 com crescimento de 16,01% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, de acordo com a entidade, de janeiro a junho, foram emplacadas 2.715.403 unidades, ante 2.340.564 unidades nos primeiros seis meses do ano passado. Esse foi o melhor 1º semestre desde 2011.
Somente no mês de junho, o setor registrou 488.420 mil unidades emplacadas, apresentando uma leve retração de 0,82% na comparação com maio, quando foram emplacadas 492.449 unidades. Já na comparação entre junho de 2026 e junho de 2025, o setor apresenta um crescimento de 18,96%. Para o Presidente da Fenabrave, o resultado confirma um mercado acumulado com resultados consistentes, sustentados pela alta competitividade das marcas, dos programas de incentivos e necessidade de renovação da frota. “O primeiro semestre mostra um setor em expansão, mas ainda condicionado pelo custo do crédito. Temos registrado bons indicadores como resultado de Programas como Carro Sustentável e Move Brasil”, afirma Arcelio Junior.
O resultado é que as projeções para o ano sofreram uma alteração significativa, com os indicadores apontando para cima na maior parte dos segmentos automotivos. No caso de automóveis e comerciais leves, o resultado deverá ser acima do estimado pela entidade em janeiro deste ano. Para motocicletas, a Federação manteve as expectativas de crescimento em 10% e para os demais segmentos, haverá queda sobre a inicialmente projetada.








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