- Emplacamento cresce no 1º trimestre e registra o 3º melhor acumulado da série histórica;
- Mercado de veículos registra forte expansão, com todos os segmentos registrando evolução sobre fevereiro.
Texto e fotos: Eduardo Abbas / Fenabrave
Realmente o Brasil é um país para ser estudado, mesmo assim não será fácil chegar a uma conclusão sobre o brasileiro e sua economia. Com todas as guerras e tarifas que o mundo conhece em 2026, o mercado de veículos brasileiro reage de forma completamente inesperada e apresenta números altos.
No encontro trimestral que é promovido pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a tradicional fala de abertura da economista Tereza Fernandez, entre outras avaliações, marcou como sendo a palavra de ordem a INCERTEZA. Segundo ela, é impossível traçar uma linha coerente de pensamento econômico com o cenário atual, a guerra no Oriente Médio não tem prazo pra acabar e o preço do Diesel pode impactar o preço dos alimentos. A curto prazo, a opção da entidade é não mexer nas projeções para o ano, pelo menos até a reunião com os jornalistas, em julho.
O mercado brasileiro de veículos encerrou março de 2026 em forte expansão, consolidando um primeiro trimestre bastante positivo para o setor. Os emplacamentos avançaram tanto na comparação com fevereiro (36,9%) quanto frente a março do ano passado (35,3%), levando o acumulado do trimestre ao terceiro melhor resultado da série histórica, apenas atrás dos anos de 2011 e 2012. Isoladamente, março foi o segundo melhor mês de março da série histórica da entidade. Embora a base de comparação tenha sido favorecida pelo calendário (março de 2026 contabilizou 22 dias úteis ante 18, de fevereiro de 2026, e 19 em março de 2025), o resultado sinaliza melhora efetiva do ambiente de consumo. “O mês de março confirmou um mercado mais dinâmico, com desempenho disseminado entre os principais segmentos e um primeiro trimestre que já se posiciona entre os melhores da série histórica. O calendário ajudou, mas os dados mostram também uma reação consistente da demanda”, afirma o Presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.







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