A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na quarta-feira os resultados da indústria automotiva em janeiro
Texto: Eduardo Abbas / Anfavea
Fotos: Claudio Larangeira
Janeiro acabou sendo um mês bom com crescimento e estabilidade nos números do setor, foi ótimo no mercado interno mas as exportações infelizmente não reagem, essa grande queda dos volumes vendidos no Mercosul impacta e não permite uma grande melhora na indústria automotiva nacional.
Mesmo assim, os dados mostraram que 199,8 mil unidades foram comercializadas em janeiro deste ano, o que representa crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 181,3 mil veículos foram licenciados. Já na comparação com as 234,5 mil unidades vendidas em dezembro de 2018, houve queda de 14,8%.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, os resultados de janeiro já eram esperados pela indústria. “Iniciamos o ano com uma alta importante e em todos os segmentos, o que é bastante animador. Inclusive, este primeiro mês do ano foi o melhor janeiro desde 2015. Apesar de termos mais dias úteis em relação ao último mês de 2018, já imaginávamos que teríamos esta baixa devido a sazonalidade de mercado, uma vez que o fim do ano é tradicionalmente mais aquecido”.
Perguntei ao presidente "como você entende o novo desenho do mercado automotivo com o fechamento de muitas concessionárias físicas e o aparecimento de locais digitais, esses pontos de venda vão acabar?" Segundo Megale "eu não acredito que irão desaparecer, na verdade estamos passando por um processo conceitual nas vendas, o que se está criando são pontos onde não se imaginava ter antes (uma loja de shopping, por exemplo) onde a pessoa tem acesso aos automóveis em um mesmo momento de lazer. A tendencia será centralizar os serviços em locais maiores longe dos pontos de venda, é mais prático e tudo isso se deve a um avanço maior da tecnologia, as concessionárias não vão acabar, vão mudar".
A produção segue em trajetória de crescimento: foram 196,8 mil unidades fabricadas em janeiro deste ano, baixa de 10% sobre as 218,7 mil de janeiro de 2018. Na análise com dezembro com 177,5 mil unidades, houve aumento de 10,9%.
As exportações ficaram em 25,0 mil unidades neste início do ano, diminuição de 46% frente as 46,4 mil do mesmo período de 2018. Contra as 31,7 mil de dezembro do ano passado, o setor registrou decréscimo de 21,1%.
No âmbito das exportações, a baixa foi de 72,1% em janeiro: 520 produtos foram enviados para outros países em janeiro de 2019 e 1,9 mil no mesmo mês no ano passado. No comparativo com as 1,1 mil de dezembro a diminuição foi de 50,7%.
Perguntei ao Marco Saltini "esse aumento nas vendas é principalmente nas vendas de pesados e extrapesados, isso se deve ao fato de algumas empresas estarem criando frotas próprias por causa ainda da greve dos caminhoneiros para fugirem do frete"? Segundo ele "não, as empresas que estão praticando essa tendência de ter frotas próprias são poucas, na verdade a recuperação da economia e chegado o momento de renovação da frota é que estão fazendo com que o setor de caminhões tenha essa reação positiva, que vem desde o ano passado".
No segmento de ônibus, 1,6 mil unidades foram licenciadas em janeiro, expansão de 88,4% quando confrontado com as 848 unidades vendidas em janeiro de 2018. O resultado ficou 9,1% maior diante das 1,5 mil de dezembro. A produção de chassis para ônibus ficou estável com 1,9 mil unidades em janeiro deste ano e a mesma quantidade no mesmo mês do ano passado. Sobre as 1,1 mil de dezembro, houve crescimento de 73,5%. As exportações no início deste ano ficaram em 348 unidades – redução de 39,7% contra as 577 negociadas em janeiro de 2018 e de 60,2% sobre as 874 de dezembro.
As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no primeiro mês de 2019 ficaram em 2,6 mil unidades, número inferior em 40,1% com relação as 4,4 mil de dezembro do ano passado e superior em 64,5% quando comparado com as 1,6 mil de janeiro de 2018.
A produção ficou em 2,8 mil unidades neste primeiro mês do ano: crescimento de 3,5% ante as 2,7 mil de janeiro do ano passado e diminuição de 49,2% na análise contra o resultado de dezembro, que fechou com 5,5 mil unidades fabricadas.
Em janeiro, 693 unidades atravessaram as fronteiras do País, baixa de 10,6% frente as 775 de janeiro de 2018, e de 21,6% sobre as 884 de dezembro do ano passado.
O único programa de garantia de emprego que está ativo é o Layoff que ainda tem 531 empregados esperando o momento para voltar ao trabalho, uma melhora nas exportações deve zerar mais esse artifício criado pelo governo anterior durante os anos de crise.
Mesmo assim, os dados mostraram que 199,8 mil unidades foram comercializadas em janeiro deste ano, o que representa crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 181,3 mil veículos foram licenciados. Já na comparação com as 234,5 mil unidades vendidas em dezembro de 2018, houve queda de 14,8%.
Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, os resultados de janeiro já eram esperados pela indústria. “Iniciamos o ano com uma alta importante e em todos os segmentos, o que é bastante animador. Inclusive, este primeiro mês do ano foi o melhor janeiro desde 2015. Apesar de termos mais dias úteis em relação ao último mês de 2018, já imaginávamos que teríamos esta baixa devido a sazonalidade de mercado, uma vez que o fim do ano é tradicionalmente mais aquecido”.
Perguntei ao presidente "como você entende o novo desenho do mercado automotivo com o fechamento de muitas concessionárias físicas e o aparecimento de locais digitais, esses pontos de venda vão acabar?" Segundo Megale "eu não acredito que irão desaparecer, na verdade estamos passando por um processo conceitual nas vendas, o que se está criando são pontos onde não se imaginava ter antes (uma loja de shopping, por exemplo) onde a pessoa tem acesso aos automóveis em um mesmo momento de lazer. A tendencia será centralizar os serviços em locais maiores longe dos pontos de venda, é mais prático e tudo isso se deve a um avanço maior da tecnologia, as concessionárias não vão acabar, vão mudar".
A produção segue em trajetória de crescimento: foram 196,8 mil unidades fabricadas em janeiro deste ano, baixa de 10% sobre as 218,7 mil de janeiro de 2018. Na análise com dezembro com 177,5 mil unidades, houve aumento de 10,9%.
As exportações ficaram em 25,0 mil unidades neste início do ano, diminuição de 46% frente as 46,4 mil do mesmo período de 2018. Contra as 31,7 mil de dezembro do ano passado, o setor registrou decréscimo de 21,1%.
Caminhões e ônibus
O licenciamento de caminhões somou em janeiro 7,0 mil unidades, elevação de 53,2% sobre as 4,6 mil unidades de janeiro do ano passado e queda de 8,5% ao defrontarmos com as 7,6 mil de dezembro de 2018. 6,8 mil caminhões saíram das linhas de montagem no primeiro mês do ano, o que significa acréscimo de 1,6% sobre as 6,7 mil de janeiro de 2018 e recuo de 7,7% ante as 7,4 mil de dezembro do ano passado.No âmbito das exportações, a baixa foi de 72,1% em janeiro: 520 produtos foram enviados para outros países em janeiro de 2019 e 1,9 mil no mesmo mês no ano passado. No comparativo com as 1,1 mil de dezembro a diminuição foi de 50,7%.
Perguntei ao Marco Saltini "esse aumento nas vendas é principalmente nas vendas de pesados e extrapesados, isso se deve ao fato de algumas empresas estarem criando frotas próprias por causa ainda da greve dos caminhoneiros para fugirem do frete"? Segundo ele "não, as empresas que estão praticando essa tendência de ter frotas próprias são poucas, na verdade a recuperação da economia e chegado o momento de renovação da frota é que estão fazendo com que o setor de caminhões tenha essa reação positiva, que vem desde o ano passado".
No segmento de ônibus, 1,6 mil unidades foram licenciadas em janeiro, expansão de 88,4% quando confrontado com as 848 unidades vendidas em janeiro de 2018. O resultado ficou 9,1% maior diante das 1,5 mil de dezembro. A produção de chassis para ônibus ficou estável com 1,9 mil unidades em janeiro deste ano e a mesma quantidade no mesmo mês do ano passado. Sobre as 1,1 mil de dezembro, houve crescimento de 73,5%. As exportações no início deste ano ficaram em 348 unidades – redução de 39,7% contra as 577 negociadas em janeiro de 2018 e de 60,2% sobre as 874 de dezembro.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no primeiro mês de 2019 ficaram em 2,6 mil unidades, número inferior em 40,1% com relação as 4,4 mil de dezembro do ano passado e superior em 64,5% quando comparado com as 1,6 mil de janeiro de 2018.
A produção ficou em 2,8 mil unidades neste primeiro mês do ano: crescimento de 3,5% ante as 2,7 mil de janeiro do ano passado e diminuição de 49,2% na análise contra o resultado de dezembro, que fechou com 5,5 mil unidades fabricadas.
Em janeiro, 693 unidades atravessaram as fronteiras do País, baixa de 10,6% frente as 775 de janeiro de 2018, e de 21,6% sobre as 884 de dezembro do ano passado.
Emprego
No mês de janeiro houve estabilidade nos postos de trabalho, na verdade foram feitas duas contratações no setor, isso muito em função de algumas empresas começarem a voltar agora do seu período de férias e nesta época do ano não existe na verdade muita movimentação no setor.O único programa de garantia de emprego que está ativo é o Layoff que ainda tem 531 empregados esperando o momento para voltar ao trabalho, uma melhora nas exportações deve zerar mais esse artifício criado pelo governo anterior durante os anos de crise.
Estoques
Os estoques caíram nas concessionárias e aumentaram nos pátios, na comparação com dezembro, janeiro teve um número de dias úteis maior o que impacta também nas vendas tanto diárias quanto acumuladas, os valores ainda estão acima da média ideal, mas fevereiro deve ajustar esses números.
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