Carros elétricos são viáveis no país e é possível abastecê-los usando energia solar

Texto e fotos: NeoSolar

Circulam, no Brasil, pouco mais de sete mil carros elétricos e híbridos, segundo o DENATRAN, projeções apontam uma frota de 360 mil veículos em 2026 (EPE - Empresa de Pesquisa Energética), considerando-se, principalmente, os veículos híbridos, que então representarão 2,5% da frota total. “É um crescimento significativo para um período de apenas oito anos, mas especialistas preveem um número maior, a depender de questões regulatórias já em discussão”, afirma Raphael Pintão, diretor da NeoSolar.


A tendência é mundial. As vendas dos modelos elétricos atingiram o recorde de 1,1 milhão de unidades em 2017 e apontam para 11 milhões já em 2025 e incríveis 30 milhões em 2030, segundo o último estudo divulgado pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Além disso, diversos países já definiram prazos limites para o fim da comercialização de novos veículos movidos a gasolina ou diesel. A Inglaterra e a França estabeleceram o ano de 2040 como prazo limite. A Alemanha, 2030; Noruega, 2025; Suécia, 2019 e até mesmo a Índia não lançará mais carros desse tipo a partir de 2030.

Quanto custa?
Em países como Reino Unido, Japão, USA (Texas e Califórnia), onde já existem incentivos, o custo total de um veículo elétrico puro já é menor que o de um veículo movido a diesel. A queda constante de preços de venda está associada ao menor custo de operação e manutenção desses veículos.

Como abastecer?
80% da carga dos veículos elétricos (VE) é feita em casa. No entanto, existem diferentes tipos de carregadores com potência e aplicações específicas e alguns países já possuem normas e padrões. Nos EUA, até o ano passado, havia 16 mil estações públicas de recarga e 44 mil carregadores individuais residenciais.
“Se você tivesse uma bomba para abastecer em casa, outra no trabalho e uma terceira no supermercado, você frequentaria os postos?”, questiona Raphael Pintão da NeoSolar. Essa é a realidade dos proprietários de carros elétricos. Apesar de o tempo de recarga ser maior, é viável fazê-la, diariamente, e, no caso de viagens longas, existem estações de recarga rápida. O especialista esclarece que o tempo da carga depende, basicamente, de três fatores: a capacidade total da bateria, o estado de carga inicial e a velocidade de carregamento.


Produção própria
Produzir o próprio combustível empregando energia limpa é outra vantagem do Veículo Elétrico. Para isso, basta instalar painéis solares e gerar sua energia limpa, renovável e, na maioria dos casos, mais barata que a energia da rede pública.
De acordo com a radiação solar da região e a eficiência dos painéis, em média, são necessários entre dois e cinco para abastecer o VE durante toda sua vida útil. “Lembrando que os painéis vão durar 30 ou 40 anos, então será possível trocar de carros muitas vezes e continuar usando a mesma fonte de energia.”