A nova animaĂ§Ă£o da produtora
fundada por George Lucas, comprada por Steve Jobs e agora administrada pela
gigante da comunicaĂ§Ă£o mudam o rumo da prosa
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Disney • Pixar
NĂ£o Ă© de hoje que desenho animado
virou programa de adulto, com seus temas cotidianos e recheados de bom humor e
emoĂ§Ă£o, a Pixar conseguiu em pouco tempo se destacar como uma das mais
competentes produtoras de animaĂ§Ă£o do mundo. É claro que isso começou a
incomodar os antigos estĂºdios e os produtores que apenas tratavam as animações
como babĂ¡s eletrĂ´nicas para os filhos pequenos das famĂlias espalhadas pelo
mundo.
NĂ£o tardou para a Disney
entender que, ou se modernizava ou iria sucumbir ao sucesso da sua mais nova
concorrente, e num gesto audacioso, depois de ter a produtora como sua parceira
por vĂ¡rios anos, adquiriu a empresa e agora tem sob seu
guarda-chuva o controle daquela que, um dia, poderia tirar-lhe o trono ou ser
grande demais.
PrĂ³xima de comemorar 30 anos de
estrada, a Pixar concorre este ano com duas animações ao Golden
Globe Awards®, Divertida Mente e a mais nova, a que vai estrear essa semana nos cinemas do Brasil e tem uma cara diferente
do que estamos acostumados a ver, principalmente pelo primor técnico em algumas
cenas de elementos da natureza.
Embora jĂ¡ esteja em cartaz desde
novembro nos Estados Unidos, O Bom Dinossauro (Walt
Disney Pictures, Pixar Animation Studios, Walt
Disney Studios Motion Pictures) ainda nĂ£o conseguiu recuperar os US$ 350
milhões de seu orçamento, mas entra seguramente para a galeria dos filmes mais
bem realizados tecnicamente pelos estĂºdios.
Na histĂ³ria, suponhamos que, e se
o asterĂ³ide que mudou para sempre a vida na Terra nĂ£o tivesse atingido o
planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos, como seria a relaĂ§Ă£o
entre dinossauros e humanos? É essa aventura nada jurĂ¡ssica, onde uma dupla de
amigos improvĂ¡veis, Arlo e Spot, irĂ£o vivenciar uma historia de
aĂ§Ă£o e humor.
O desenho tem cenas exuberantes,
cheguei atĂ©, durante a exibiĂ§Ă£o, a achar que os takes da Ă¡gua fossem reais,
tamanha qualidade técnica e de textura apresentada na tela, um trabalho
primoroso do diretor Peter Sohn, um animador, roteirista
e dublador que teve sua primeira experiĂªncia na direĂ§Ă£o com o curta Parcialmente
Nublado e tem sua grande chance neste longa.
A amizade entre o dinossauro e o
menino tem momentos de grande tensĂ£o, humor e sacadas interessantes,
evidentemente existe aquele momento em que o choro começa a ameaçar os nossos
olhos e instantes de total nonsense que fazem a gente lembrar que isso Ă© um
desenho.
O Bom Dinossauro
surpreende com sua originalidade e inovaĂ§Ă£o, Ă© um Ă³timo programa para a famĂlia
toda e tem cara que vai ser entendido como uma obra marcante do cinema, mas no
futuro, afinal de contas tudo na vida evolui, inclusive as relações e o modo de
se enxergar o mundo.
Mas chegue cedo e nĂ£o perca o
curta Os HerĂ³is de Sanjay, uma histĂ³ria pessoal do animador Sanjay
Patel, um dos mais importantes e influentes da Pixar, que faz uma
crĂ´nica “verdadeira” sobre sua
jornada ao entendimento do mundo hindu tĂ£o importante para seus pais.
A gente se encontra na semana que vĂªm!
Beijos & queijos
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