Com um elenco de estrelas, o novo filme do diretor Paul Haggis tem uma trama bem amarrada e que deve agradar quem gosta do gênero

Texto: Eduardo Abbas
Fotos: PlayArte

Todo autor mantém um ritual de criação que deve ser respeitado e compreendido por quem vive ao seu redor.


Toda vez que uma obra começa a ser escrita, diversas ações invadem o “eu” de cada individuo, criando assim a atmosfera ideal para, quem sabe, se ter um Best Seller saindo das frias páginas do computador.


Esse tipo de reclusão e inspiração são a chispa criadora do filme Terceira Pessoa (Hwy61, PlayArte) que tem seu enredo baseado em três histórias de relacionamento entre homens e mulheres.


Trata-se de um roteiro complexo assim como sua realização e edição final. Dirigido e roteirizado por Paul Haggis, de “Crash - No Limite” (vencedor do Oscar® de Melhor Filme), onde se encontram um escritor renomado (Liam Neeson em uma atuação apenas razoável) no processo de criação de seu novo romance, uma mãe desestabilizada emocionalmente (onde a excelente Mila Kunis dá vida ao papel de Julia) que sofre com seus erros do passado e um falsificador viajante (Adrien Brody, um ótimo ator, mas que não acertou mais nada desde O Pianista) que decide ajudar uma estranha a recuperar sua filha (Moran Atias é uma cigana muito sensual e sedutora).


Na trama também encontramos a Olivia Wilde (conhecida como a 13 da série House) a amante do escritor, em cenas quentes e desfilando toda sua beleza completamente nua, Maria Bello é a esposa traída e a irreconhecível Kim Basinger (eterna musa de 9 ½ Semanas de Amor), além do galã James Franco um ex-marido cruel.


São três diferentes histórias de amor e perda ambientadas em Nova York, Paris e Roma que se interligam a medida que a narrativa se desenvolve.


O filme traz a marca registrada de Haggis, que valoriza muito a interpretação individual em detrimento das ações gerais. A fotografia é de Gianfilippo Corticelli e não tem grandes invenções, é política e cinematograficamente correta, nenhum exagero nem mesmo invenção, é o chamado feijão com arroz.


Já a edição feita por Jo Francis, que já trabalha há algum tempo com o diretor, não tem o ritmo que se espera para um filme desse porte, talvez pela falta de opções de cenas, falta diversificação de takes em momentos de ações mais contundentes.


Vale a pena encarar um cinema para conhecer o enredo ousado que Paul Haggis nos apresenta. O filme entrou em cartaz na quinta-feira, dia 19 de março e deve ficar algum tempo nas salas. Terceira Pessoa é um filme para se pensar depois, talvez jantando com sua melhor companhia, afinal, em algum momento ou personagem você vai se identificar.


A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos

Twitter: @borrachatv

Curta minha página no Facebook: www.facebook.com/borrachatv