- O projeto sustentável ajuda a eliminar o descarte de tecidos automotivos das fábricas através da transformação destes materiais em novas peças;
- 90 moradoras de comunidades de baixa renda vizinhas à unidade da Volkswagen do Brasil em São José dos Pinhais já participaram do projeto, receberam diploma de corte e costura e aulas de empreendedorismo;
- A nova etapa do projeto é marcada pela formação de uma rede de costureiras;
- O projeto teve início em São Bernardo do Campo (SP), em 2009, e já reutilizou 72 toneladas de tecidos;
Texto e fotos: Volkswagen
A Fundação Volkswagen, que é responsável por coordenar os investimentos sociais da Volkswagen do Brasil há 35 anos, lança esta semana a terceira etapa do projeto “Costurando o Futuro”, que consiste em aprimorar conhecimentos das participantes sobre empreendedorismo na prática, por meio do incentivo a formalização dos grupos de trabalho.
O projeto é desenvolvido em São José dos Pinhais desde 2013 e atualmente é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal e a Aliança Empreendedora. Com foco na transformação social de moradores do entorno da fábrica da Volkswagen do Brasil, o programa visa o desenvolvimento de habilidades de corte e costura, além de visão de negócios.
Além do foco social e econômico, impulsionando a geração de trabalho e renda na comunidade, o "Costurando o Futuro" tem atuação ambiental, praticamente contribuindo para a eliminação do descarte de tecidos automotivos em aterros. Desde que foi iniciado, em 2009, em São Bernardo do Campo, o projeto reutilizou 72 toneladas de tecido.
Nas oficinas, as participantes transformam em peças, como bolsas e acessórios, tecidos automotivos não utilizados pela Volkswagen do Brasil. O projeto também recebe tecido excedente de produção da marca de camisas Dudalina, que fornece o material por meio do seu Instituto Adelina. Com os retalhos, elas executam técnicas como patchwork (trabalho com retalho).
Nos últimos 15 meses, 90 mulheres fizeram parte das oficinas, sendo que muitas delas já estão no mercado de trabalho. Nesse período, foi formado um portfólio que conta com 37 produtos feitos a partir dos materiais doados pela Fundação Volkswagen, cuja venda ocorre em feiras e eventos.
Segundo a diretora da Fundação Volkswagen, Keli Smaniotti: “No projeto Costurando o Futuro estão presentes os três pilares da sustentabilidade: Do ponto de vista social, as mulheres aprendem um novo ofício, do ponto de vista econômico, elas começam a gerar renda, e no aspecto ambiental, reutilizam tecidos que seriam descartados em aterros”.
Durante a primeira etapa do projeto, elas participaram de cursos gratuitos de corte e costura; na segunda, receberam noções de administração de negócios e finanças, design, comunicação para ampliar possibilidades comerciais e empreendedorismo social para a estruturação de um negócio próprio.
"Por meio do projeto ‘Costurando o Futuro’ conseguimos oferecer condições para que as participantes pudessem não só aprender uma nova profissão, mas vislumbrar novas possibilidades para suas próprias vidas com base na sustentabilidade social, econômica e ambiental” – afirmou o Superintendente da Fundação Volkswagen Dr. Eduardo Barros.
“Sempre quis aprender a costurar para mim e para minha família, mas desde que entrei no projeto ampliei os horizontes, hoje, além de fabricar as peças, também comercializo os produtos. Fazer parte da rede vai nos ajudar a estruturar ainda mais o nosso negócio” – diz a aluna Silvana Aparecida de Souza.
Projeto de sucesso nasceu em São Bernardo do Campo (SP)
O "Costurando o Futuro", realizado durante três anos em São Bernardo do Campo (SP), deu oportunidade para 160 pessoas que receberam formação em corte, costura e empreendedorismo e criaram um portfólio com mais de 80 produtos, entre os quais bolsas, mochilas e porta-objetos, confeccionados com tecidos automotivos e uniformes usados de funcionários que seriam descartados pela Volkswagen do Brasil. Para garantir a sustentabilidade do projeto, elas formalizaram um empreendimento social para seguir com o trabalho de forma autônoma. Entre o total de participantes de São Bernardo do Campo, um grupo de empreendedoras criou o seu próprio negócio, a microempresa de confecções Tecoste, que significa Tecido, Costura e Arte.
O grupo Tecoste foi integrado à incubadora do Programa Municipal de Economia Solidária, permitindo que essas mulheres continuem recebendo por dois anos formação em empreendedorismo social por meio da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo). A Volkswagen do Brasil continua fornecendo gratuitamente ao grupo Tecoste tecido automotivo e uniformes. No decorrer do projeto, outras participantes também conseguiram ingressar no mercado de trabalho ou preferiram atuar de forma autônoma como costureiras. Os resultados do projeto "Costurando o Futuro" em São Bernardo do Campo foram apresentados no estande da Volkswagen na Rio + 20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho de 2012.







0 Comentários