O segundo filme da animação, que
é sucesso nos canais pagos, chega com uma excelente técnica de misturar atores
e desenhos
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Paramount
Toda infância é marcada por um
personagem que carregamos para o resto da vida, na minha época, os heróis da
Hanna-Barbera faziam parte do nosso dia, do momento mágico dos desenhos
animados, da hora do lazer em frente à televisão, claro, depois de fazer a
lição de casa.
Os desenhos animados de hoje não
tem a mesma limitação de antigamente, quando eram feitos à mão e animados em
fotogramas, são gerados em computador e renderizados em estações de trabalho de
trilhões de megabits, e fazem com que os personagens praticamente se animem
sozinhos.
Claro que o humor e as histórias
bem sacadas são o combustível para prender as exigentes crianças dos dias de
hoje na tela de casa, mas é imprescindível que, quando esses personagens saltem
para a tela grande do cinema, o trabalho aumente e a exigência também.
Estreou na quinta-feira a
animação Bob Esponja - Um Herói Fora D'Água (Paramount Pictures;
Nickelodeon Movies; United Plankton Pictures, Inc.) que
traz o herói da calça quadrada de volta às telas dos cinemas, mas agora
contracenando com personagens reais, em uma interação muito bem feita
tecnicamente e cuidadosamente dirigida quando se trata de adicionar personagens
de carne e osso.
No filme, o pirata Alameda
Jack (Antonio Banderas, que a essa altura da carreira mostra uma
ótima veia cômica) enfim conseguiu encontrar um livro mágico onde todos os
planos malignos se tornam realidade, e quer porque quer roubar a receita
secreta do hambúrguer de siri.
Incomodado com o sucesso do Siri Cascudo, a
lanchonete do Sr. Sirigueijo que tem a exclusividade na produção do
hambúrguer de siri, Plankton, o dono da lanchonete Balde de Lixo, resolve
traçar uma verdadeira estratégia de guerra para roubar a fórmula da iguaria,
que é a base da alimentação da população da Fenda do Biquíni.
Mas alguma coisa sai errado e a fórmula desaparece, deixando
a pacata comunidade à beira do apocalipse. Agora, Bob Esponja, o
funcionário padrão do Siri Cascudo, vão ter que unir
forças com o ambicioso Plankton em uma viagem no tempo e no
espaço para tentar recuperar a receita, contando com a ajuda da leal estrela-do-mar
Patrick,
do sarcástico Lula Molusco, da esquilo cientista Sandy e também o
mercenário Sr. Sirigueijo.
A direção geral do longa é de Paul
Tibbitt, que assina também a produção, e tem uma longa relação com os
personagens, afinal, ele foi um dos roteiristas, criou vozes, deu vida a alguns
deles e atualmente é o produtor executivo dos desenhos para a TV. As caretas
engraçadas dos diversos personagens do universo submarino e as ações exageradas
em clima de pastelão fazem dessa animação um ótimo representante da nova
geração de desenhos animados.
Mas a grande sacada do filme é a
mistura dos personagens de carne e osso com os gerados em computador. As cenas
onde existem humanos foram dirigidas por um especialista na área, Mike
Mitchell, que assina a direção de Alvin e Os Esquilos, um
verdadeiro marco nessa mistura de gente e bit.
Com orçamento respeitável, US$
74.000.000, o filme que estreou primeiro no Brasil e agora ganha o mundo, deve
ser uma das grandes bilheterias do mês. Claro que vai ter uma imensa quantidade
de brinquedos colocados à venda e vai fazer durante os pouco mais de 90 minutos
os adultos esquecerem um pouco os problemas do dia-a-dia.
Leve a família toda, a censura é
livre e um ótimo motivo para se deixar o carro parado no estacionamento,
afinal, com a gasolina acima dos R$ 3,00 o litro, o melhor mesmo é viajar nas
loucuras engraçadas dessa turma do fundo mar.
A gente se encontra na semana que vêm!
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