No terceiro episĂ³dio da trilogia,
um clima de fim de festa se mistura a boas gags e efeitos especiais
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Fox
A vida é engraçada e meio
desproporcional quando se trata de cinema. Na tela podemos sempre apreciar a
vida dos personagens que encantam e nos fazem Ă s vezes felizes, outras vezes tristes.
É muito estranho vivenciar a obra, que um artista tem como dom, quando sabemos
que ele jĂ¡ nĂ£o estĂ¡ mais entre nĂ³s, chocado com a recente perda do ente
que, pode ser mais querido para seus familiares, mas nos identificamos muito
com as vidas que ele representou na sua passagem por nosso plano.
Claro que nĂ£o se trata de um
filme triste, apesar do encerramento "Com
amor à lembrança de Mickey Rooney"
e "Para Robin Williams - a
mĂ¡gica nunca termina", Ă© uma excelente comĂ©dia bem escrita e dirigida,
com cenĂ¡rios virtuais e de computaĂ§Ă£o grĂ¡fica que nos fazem viajar pela
histĂ³ria do mundo. Em Uma Noite no Museu 3 – O Segredo da Tumba
(Twentieth
Century Fox, 21 Laps Entertainment, 1492 Pictures, FOX) o diretor canadense
especialista em comédias Shawn Levy, que também dirigiu as
duas versões anteriores, faz desse o ponto alto da trilogia.
Na verdade vocĂª tem que se
preparar para a noite mais louca e mais aventureira jĂ¡ passada em um museu
quando Larry (Ben Stiller) une seus jĂ¡ conhecidos
personagens com novas figuras ao embarcar em uma épica jornada para salvar a
magia antes que ela esteja perdida para sempre. Claro que a confusĂ£o começa em
Nova York e atravessa o atlĂ¢ntico em direĂ§Ă£o Ă Londres.
O filme tem momentos hilĂ¡rios,
como a dança que Dick Van Dyke faz no abrigo para idosos, mas tem também
situações cansativas e de soluções muito demoradas, que quebram um pouco o
ritmo da narrativa. O grande desafio mesmo Ă© unir uma excelente produĂ§Ă£o de
roupas, maquiagens e atuações absolutamente convincentes, com os efeitos
especiais. Esses sim sĂ£o os grandes momentos do filme, a utilizaĂ§Ă£o de tĂ©cnicas
avançadĂssimas de computaĂ§Ă£o grĂ¡fica leva o espectador a crer que alguns
animais e algumas figuras sĂ£o reais.
A fotografia feita pelo mexicano Guillermo
Navarro (O Labirinto do Fauno, Saga CrepĂºsculo, Amanhecer
Parte 2) Ă© quente, tem cores fortes e marcadas, realça os cenĂ¡rios
e as tomadas externas com grande competĂªncia e garantem certa facilidade na
inserĂ§Ă£o dos efeitos especiais, claro, pois quanto mais soft Ă© a captaĂ§Ă£o, mais
complicado fica esconder os fios e fundos verdes e faz com que o editor Dean
Zimmerman (Uma Noite no Museu, O Mentiroso, Gigantes
de Aço) tenha a vida facilitada e possa costurar tranquilamente o
filme, com boas soluções onde existiam mais opções de corte.
O filme estréia nessa
quinta-feira, dia 01 de janeiro de 2015 e chega bem acompanhado da bilheteria
americana que jĂ¡ ultrapassou os US$ 55.000.000 desde o dia 19 desse mĂªs. Leve a
famĂlia toda, Ă© um Ă³timo presente de inicio de ano, alegre, divertido e uma das
Ăºltimas oportunidades de rever Robin Williams em aĂ§Ă£o, um ator
talentosĂssimo que vai fazer muita falta ao cinema moderno, agora, infelizmente, ele faz parte do museu.
Feliz Ano Novo e a gente se encontra na semana que vĂªm!
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