Número de acidentes fatais aumentou 30% nos últimos anos na capital carioca. Em 2012, foram registradas 1.066 mortes.  Jovens são os mais atingidos

Texto e fotos: Michelin

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é atualmente o quarto país no mundo em mortes no trânsito, com mais de 40 mil vítimas anuais. Colisões e atropelamentos constituem as principais causas de mortalidade no país e a segunda com maior incidência entre os jovens. Quase um quarto dos acidentes fatais no Brasil envolve a faixa etária de 20 a 29 anos.


Com objetivo de conscientizá-los dos perigos e riscos associados à velocidade, ao uso de álcool, à distração crescente pelo uso do celular na direção, a MICHELIN leva para o Rio de Janeiro o programa MICHELIN Best Driver. Alinhado com a missão da empresa, o programa pretende contribuir para a promoção de um trânsito mais seguro e saudável nas cidades, proposto pelo movimento global da "Década de Ação pela Segurança no Trânsito", lançado pela ONU em 2011 e cuja meta é a redução em 50% das mortes no trânsito até 2020.
O número de acidentes fatais aumentou 30% nos últimos anos no Rio de Janeiro, que registrou 852 mortes em 2009 e 1.066, em 2012. Apesar do crescimento absoluto de mortes, a capital carioca tinha em 2012 o índice de 16,6 mortes por 100 mil habitantes/ano, ligeiramente inferior ao registrado nacionalmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Assim como no restante do país, também no Rio de Janeiro, jovens com idade entre 20 e 29 anos representavam um grupo bastante vulnerável: 24,7% do total. Os usuários mais afetados são os pedestres (38,4%), seguidos por ocupantes de automóveis (8,1%) e motociclistas (7,6%).



Nos dias 8 e 10 de outubro serão realizados talk shows na PUC-RJ e UFRJ, respectivamente, para debater o tema e convocar os universitários a participarem da competição que elegerá o motorista mais seguro do país. Os talk shows serão conduzidos pelo escritor, sociólogo e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati e contarão com a presença dos pilotos Cacá Clauset e Leandro Mello, respectivamente, para o debate com o público. Em cada instituição de ensino também será instalado um simulador que testará a performance dos estudantes com cenas cotidianas.


Entre agosto e outubro, o MICHELIN Best Driver será levado a 15 renomadas universidades públicas e particulares em sete capitais (São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Brasília, além do Rio de Janeiro), visando o engajamento de instituições, docentes e do público jovem com o desafio da segurança no trânsito.
Para atrair a atenção dos jovens e contribuir para a conscientização sobre o tema além das universidades, o programa ganhou uma página no Facebook, com uma linguagem divertida, interativa e lúdica (www.facebook.com/MichelinBestDriverBrasil).

MONITORAR, INFORMAR E CONSCIENTIZAR
Para conscientizar os jovens sobre a forma de dirigir, um aparelho de telemetria será instalado por um mês no carro de universitários das instituições participantes do programa. A função do aparelho é mensurar o nível de segurança da condução do motorista no período avaliado.
Serão avaliadas aceleração, frenagem, curva e velocidade – a combinação desses quatro critérios totalizam os 16 indicadores de desempenho do motorista. Com base nos dados apurados, os estudantes serão classificados em uma escala de zero a 100. Quanto maior a pontuação, mais segura a condução do motorista.


Dentre os cerca de dois mil participantes, serão selecionados 15 estudantes (o primeiro colocado de cada universidade) que ganharão um mini tablet e uma viagem para assistir a prova Le Mans 6h de São Paulo (tradicional corrida automobilística), dias 29 e 30 de novembro (a lista dos finalistas será divulgada em www.michelin.com.br/michelin-best-driver). Já o grande vencedor receberá um carro zero km das mãos de Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de F1 e membro da Comissão de Pilotos da Federação Internacional de Automobilismo.