Elas voltaram mais reais que
nunca, em um filme que jĂ¡ estreou nos EUA arrebentando as bilheterias
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Paramount
Por aqui, o filme deve estrear em
quase 800 salas de cinema, com cĂ³pias em 2D e 3D, ou seja, o grande sucesso vai
se repetir. NĂ£o Ă© Ă toa que os produtores investiram pesado nessa nova versĂ£o
dos répteis que vivem sob a capital do mundo, lutam um tipo estranho de Kung-Fu
e se deliciam com as redondas da Pizza Hut.
Na verdade é um recomeço, a
histĂ³ria agora passa a ser contada com a ajuda das novas tecnologias da ILM
(Industrial
Light and Magic) e as espetaculares cĂ¢meras 3D dĂ£o outra dimensĂ£o aos
herĂ³is com nomes de personagens da renascença europĂ©ia. Em AS TARTARUGAS NINJA
(Platinum
Dunes, Gama Entertainment, Mednick Productions, Heavy
Metal Productions, Nickelodeon Movies, Paramount
Pictures) os espetaculares efeitos e as bem cuidadas criaturas esbarram
em um ponto muito frĂ¡gil na sua produĂ§Ă£o.
A concepĂ§Ă£o de ser um filme para
adultos e adolescentes, tem em sua apresentaĂ§Ă£o um lado mais voltado ao pĂºblico
com mais idade, explora muito a sensualidade da heroĂna April O’Neil (vivida pela
linda Megan Fox) e demora um pouco para encontrar os personagens
centrais.
As cenas escuras, obra do diretor
de fotografia, o brasileiro Lula Carvalho, que em seus trabalhos
anteriores (Tropa de Elite 1 e 2, Budapeste, Robocop) usou muito
esse recurso, estĂ¡ dentro do contexto de quem vive no subsolo, onde a o sempre
bem utilizado aproveitamento da Steadicam Ă© muito bem feito, principalmente nas
cenas de lutas.
AliĂ¡s, as lutas sĂ£o uma
espetacular realizaĂ§Ă£o. MuitĂssimo bem coreografadas, dĂ£o a impressĂ£o que os
atores sofrem realmente os revezes das brigas, a utilizaĂ§Ă£o de armas em alguns
momentos e as perseguições mescladas com lutas, seguram o espectador na
cadeira.
Em uma das cenas mais tensas, quando
a aĂ§Ă£o ocorre no alto de um prĂ©dio, a impressĂ£o que se tem Ă© que foram
realizadas em locais fixos e reais, tamanha Ă© a complexidade de execuĂ§Ă£o e as
reações dos envolvidos.
É uma estĂ³ria simples e jĂ¡
conhecida. Afetados por uma substĂ¢ncia
radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e
conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas,
treinadas na arte de kung-fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto
com seu sensei, Mestre Splinter, tem que enfrentar o mal que habita cidade. Na
verdade, é simples até demais, poderia ser mais ousada e ter um enredo mais
rico.
A
direĂ§Ă£o do sul-africano Jonathan Liebesman Ă© clĂ¡ssica e
tĂpica daquele que um dia foi fĂ£ e agora tem o poder de dirigir os herĂ³is. NĂ£o
tem nada de excepcional, é correta, tem nas atuações das tartarugas e do rato o
ponto forte e transforma, como eram os filmes dos anos 80/90, os humanos em coadjuvantes
atrapalhados. Com isso, facilita muito o entendimento e o andamento do filme,
tem a cara do jĂ¡ vi isso antes, mas esta muito melhor.
Os bem gastos US$ 125 milhões (e
na estrĂ©ia jĂ¡ faturou US$ 64!) Ă© mais um dos motivos para se levar os maiores
de 12 anos ao cinema nesse fim de semana. O filme estréia hoje e tem cara de
gerar muitas filas e encantar velhos e novos fĂ£s, afinal, tem tudo que a gente
gosta: humor, amor, aĂ§Ă£o, emoĂ§Ă£o e pizza!
A gente se encontra na semana que
vem!
Beijos & queijos
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