Posse de diretor-geral da OMC traz novo estímulo à retomada das negociações, avalia CNI

IndĂºstria estima que, sob o comando do  embaixador brasileiro Roberto AzevĂªdo, serĂ¡ possĂ­vel firmar o acordo de facilitaĂ§Ă£o de comĂ©rcio atĂ© a reuniĂ£o de Bali, na IndonĂ©sia, em dezembro.

Texto e ilustraĂ§Ă£o: Imprensa CNI

A ConfederaĂ§Ă£o Nacional da IndĂºstria (CNI) acredita que a posse do embaixador Roberto AzevĂªdo na diretoria-geral da OrganizaĂ§Ă£o Mundial do ComĂ©rcio (OMC), no domingo 1º setembro, trarĂ¡ um novo estimulo e uma nova oportunidade para o desenvolvimento do comĂ©rcio mundial, com benefĂ­cios diretos para a indĂºstria brasileira. NĂ£o pelo fato de AzevĂªdo ser brasileiro, mas pelo esforço que o embaixador promete fazer para encontrar novos caminhos e avançar em acordos de modernizaĂ§Ă£o dos procedimentos aduaneiros e remover entraves burocrĂ¡ticos.
"A facilitaĂ§Ă£o do comĂ©rcio Ă© parte da agenda para o aumento de competitividade da indĂºstria brasileira", diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi. Segundo ele, um estudo da OrganizaĂ§Ă£o para CooperaĂ§Ă£o e Desenvolvimento EconĂ´mico (OCDE) estima que o acordo seja capaz de reduzir em 10% os custos de transações para paĂ­ses desenvolvidos e entre 13% e 15% para paĂ­ses em desenvolvimento, alĂ©m de acrescentar US$ 40 bilhões Ă  renda mundial. Os custos de transações vĂ£o alĂ©m do custo de produĂ§Ă£o, pois incluem tambĂ©m perdas com burocracia, pagamentos de taxas, dificuldade de acesso Ă  informaĂ§Ă£o e insegurança.
O acordo de facilitaĂ§Ă£o de comĂ©rcio pode acelerar os fluxos de bens ao longo das cadeias globais de valor, eliminar taxas incidentes no comĂ©rcio exterior, agilizar o desembaraço de mercadorias, simplificar os regulamentos e liberaĂ§Ă£o de mercadorias.
AzevĂªdo assume num momento chave para a instituiĂ§Ă£o e a CNI acredita que o embaixador reĂºne conhecimento e domĂ­nio da agenda em curso para que avancem as negociações multilaterais. A CNI entende que o Brasil, assim como os paĂ­ses membros, devem se empenhar para preservar e fortalecer a importĂ¢ncia da OMC em suas funções de supervisĂ£o, abertura de mercados, soluĂ§Ă£o de disputas e garantia de previsibilidade e transparĂªncia nas regras de comĂ©rcio.

A CNI reitera a importĂ¢ncia da OMC para a estratĂ©gia comercial do Brasil e entende que os trabalhos da organizaĂ§Ă£o devem ser intensificados nos prĂ³ximos anos para discutir temas fundamentais para o setor privado brasileiro, sobretudo em serviços e subsĂ­dios Ă s exportações agrĂ­colas e industriais.