Peugeot e Total conciliam prazer e
eficiência com o 208 HYbrid FE
A Peugeot e a Total revelarão o 208 HYbrid
FE no Salão de Frankfurt, que acontece entre os dias 10 e 22 de setembro, um
conceito dotado de características excepcionais movido a gasolina e equipado com
a tecnologia full hybrid.
As equipes das duas marcas venceram de
maneira brilhante um grande desafio ao concretizar desempenhos de altíssimo
nível a partir de um veículo Peugeot 208 de série: aceleração 0 a 100 km/h em 8
segundos e 49g CO2/km em ciclo misto (na Europa, o ciclo NEDC).
Inúmeras inovações foram introduzidas em diversas áreas,
como:
- Aerodinâmica: melhoria de 25% do
coeficiente de arrasto;
- Massa: redução de 20% do
peso;
- Grupo motopropulsor: redução de 10% no
consumo;
- Hibridação: recuperação de 25% de
energia em um ciclo.
O projeto 208 HYbrid FE associa noções até
então antagônicas – Fuel Economy e Fun&Efficent, razão e prazer –
antecipando os veículos do futuro.
Texto e Fotos: Peugeot
“O projeto 208 HYbrid FE é fundamental,
pois explora soluções para atingir a marca de 50 km/l. Ele destaca, ao mesmo
tempo, os trabalhos de R&D que realizamos com a Total, nosso parceiro de
longa data. Juntos, desenvolvemos veículos mais econômicos e conquistamos
vitórias no mundo todo. Juntos, nós progredimos”.
Maxime Picat, Diretor Geral da
Peugeot
“Com o 208 HYbrid FE, Peugeot e Total
conjugam seu know-how propondo soluções técnicas para o futuro. A eficiência
energética é um eixo estratégico para nosso Grupo, pois está no cerne das
expectativas de nossos clientes, que desejam consumir menos e melhor. É também
uma resposta aos desafios ambientais contemporâneos, além de um meio de
preservar os preciosos recursos que são as energias
fósseis”.
Philippe Boisseau, membro do Comitê
executivo da Total, diretor geral de Marketing & Serviços e Energias
Novas
Parceiros desde 1995, Peugeot e Total
colaboram para reduzir significativamente o consumo de combustível, as emissões
de CO2 e o TCO (Custo Total de Utilização) dos veículos. Para a
Peugeot, trata-se de uma política ambiental histórica, e graças a esse
compromisso a Marca continua reduzindo as emissões médias ponderadas de
CO2 de suas gamas europeias: no final de maio de 2013, elas eram de
116,3 g/km, ante 121,5 g/km em 2012.
Os pesquisadores da Total trabalham para
elaborar os futuros combustíveis e lubrificantes para veículos. O Grupo fornece
à Peugeot e a suas redes mundiais lubrificantes FE (Fuel Economy): através da
redução do atrito no motor, esses lubrificantes contribuíram para reduzir em 5%
as emissões de CO2 nas motorizações da Peugeot num período de dez
anos. Os combustíveis de alta qualidade Total Excellium permitem também reduzir
o consumo de combustível.
O objetivo do 208 HYbrid FE é associar um
autêntico prazer de dirigir com baixas emissões de CO2. Mais do que
isso, prevê reduzir pela metade as emissões de CO2 do mais virtuoso
dos 208, equipado com o motor 1.0 VTi 68, e de dotá-lo de acelerações dignas do
208 GTi. Trata-se de um grande desafio, que se mostra ainda maior para as
equipes do projeto 208 HYbrid FE, levando em conta o fato de o Peugeot 208 já
ser um produto reconhecido pela leveza e pelos motores de última geração, que
proporcionam uma experiência de alto nível.
Para enfrentar esse desafio, Peugeot e
Total reuniram suas capacidades de inovação em todas as áreas para tirar o
melhor proveito das virtudes que já integravam o 208 de série. “Apesar das
dificuldades, conseguimos obter resultados extremamente positivos (emissão de
49g e aceleração em 8 segundos) graças à criatividade e paixão de todos os
integrantes da pequena equipe envolvida no projeto, composta pelos maiores
especialistas de cada área”.
Bruno Famin, responsável da Peugeot
Sport
208 HYbrid
FE, componente da estratégia híbrida da Marca
O objetivo político em termos de
CO2 é ambicioso: consiste em atingir 95 g/km em média ponderada dos
veículos novos vendidos na Europa em 2020. Para vencê-lo sem sacrificar o prazer
de dirigir, a Peugeot investe em diversas tecnologias que já equipam seus
veículos, realizando progressos consideráveis, como melhoria contínua do
rendimento dos motores térmicos, estratégia de downsizing, difusão do
sistema Stop&Start, propulsão elétrica, entre outros.
A tecnologia HYbrid4, a hibridação
diesel-elétrica, faz parte desse processo. Lançada em exclusividade mundial pela
Peugeot no crossover 3008, foi em seguida implantada no 508 RXH e no 508. Os 28
mil clientes da tecnologia HYbrid4 descobriram um prazer de conduzir inédito,
que conjuga desempenho, simplicidade de utilização, silêncio e respeito ao meio
ambiente, com emissões de CO2 a partir de 88 g/km.
Com o 2008 HYbrid Air, a Peugeot inova
mais uma vez em benefício do meio ambiente e de seus clientes em todos os seus
mercados, já que essa tecnologia de ruptura associa gasolina e ar comprimido
para satisfazer as expectativas dos clientes e vencer os desafios
automotivos.
Na atual geração de veículos do segmento
B, o HYbrid Air reduz consideravelmente o consumo e as emissões de
CO2. Por sinal, os resultados do teste do ciclo de homologação
indicaram apenas 34,5 km/l
e 69 g/km. Essa tecnologia é
uma etapa imprescindível rumo ao objetivo de redução do consumo para 50 km/l e o
208 HYbrid FE, com todas as inovações que apresenta, conseguirá atingir esse
recorde.
O estilo
Peugeot, naturalmente eficiente
A fluidez faz parte do patrimônio
estilístico da Marca, de seu DNA. No 208 HYbrid FE, a aerodinâmica foi levada
ao seu extremo. O Cx (coeficiente de resistência aerodinâmica) obteve, assim,
uma melhoria de 25%, chegando a um valor ligeiramente inferior a 0,25 – número
muito positivo, visto que o veículo preserva a habitabilidade e o porta-malas.
Para tanto, a grade frontal “flutuante” foi redesenhada a fim de reduzir em 40%
a permeabilidade, chegando a 5 dm2. De fato, com a evolução de sua
motorização, a necessidade de resfriamento diminuiu.
Nas laterais da carroceria, alguns
elementos foram eliminados a fim de facilitar a progressão do fluxo. Os pneus,
especialmente desenvolvidos pela Michelin, são do tipo Tall&Narrow,
com um diâmetro importante e uma largura reduzida. Eles têm rodas de 19'' de
alumínio, dotadas de abas aerodinâmicas de carbono que preenchem os espaços
entre cada raio.
A visão traseira é proporcionada por
câmaras que enviam a imagem para o retrovisor internoApenas um suporte se mantém, que remete às disciplinas
esportivas, como as provas de resistência. A bitola
traseira contribui para essa eficácia mediante um estreitamento de 40 mm, de
modo a reduzir o coeficiente aerodinâmico. Finalmente, o desenho do teto se
prolonga num movimento quase horizontal até o nascimento do spoiler
traseiro.
A traseira é munida de um extrator de ar
na parte inferior, responsável por esvaziar o fluxo que se propaga sob o veículo
sem nenhum obstáculo, graças ao fundo plano. Finalmente, para reduzir ao máximo
o impacto sobre seu entorno, as lanternas de LED do 208 HYbrid FE ganham finos
detalhes verticais, inspirados no carro conceito Onyx. Esses apêndices reconstituem os fluxos de ar mais longe
da carroceria, minimizando as turbulências.
Uma redução
de peso de 20%
Quando foi apresentado, o Peugeot 208 se
destacou no segmento, especialmente devido ao seu peso: 975 kg na versão Access.
É um desempenho notável, mas no futuro os
veículos serão ainda mais leves, sem prejudicar o conforto ou a segurança.
“A redução do peso foi um dos elementos
que mais solicitou nossa reflexão. Para chegar a uma redução de 20% do peso do
veículo, realizamos estudos peça por peça e introduzimos no 208 HYbrid FE
materiais inovadores da Hutchinson, da CCP Composites e da área de Polímeros da
Total. Todo esse processo tem a grande vantagem de não comprometer em nada a
segurança e o conforto de utilização do veículo, ao mesmo tempo em que traz
verdadeiras inovações”.
Philippe Girard, representante da
Diretoria Científica da Total
Materiais
compósitos
O 208 HYbrid FE incorpora materiais de
ponta, altamente inovadores, desenvolvidos pela Diretoria de Polímeros da área
de Refino-Química da Total, assim como por suas duas filiais, CCP Composites e
Hutchinson.
Pinçado na saída da linha de montagem, o
208 mantém sua estrutura metálica. Os painéis da carroceria e o assoalho são
substituídos por elementos compósitos (que
possuem em sua composição ao menos dois componentes ou duas fases, com
propriedades físicas e químicas nitidamente distintas), reduzindo o peso da carroceria de 295 kg
para 227 kg. O envelope externo em uma
única peça (pesando
apenas 20 kg), o fundo plano (8 kg), os painéis de porta (2* 3 kg) e o
para-choque dianteiro são feitos à base de fibra de carbono.
O capô (5 kg) e os para-lamas (2*1 kg) são
feitos de material compósito VER/Carbono, que reduz pela metade o peso das peças
sem comprometer as propriedades mecânicas. Ele é obtido a partir de um novo tipo
de resina que pode ser empregada bruta, mas também pintada ou tingida na massa.
Finalmente, com exceção dos vidros das portas, os vidros restantes são de
policarbonato, proporcionando uma redução de 5 kg. O 208 HYbrid FE inova também
na utilização desse material, que até então estava restrito aos vidros dos
faróis. Ele permite uma redução de peso de mais de 50% em comparação com o vidro
convencional.
Suspensão
inédita
O 208 HYbrid FE possui uma suspensão
inovadora do tipo Pseudo McPherson, dotada de uma lâmina compósita “resina fibra
de vidro” montada transversalmente, que substitui várias peças: molas de
suspensão, triângulos inferiores e barra estabilizadora. A lâmina dianteira tem
uma flexibilidade variável no comprimento. Projetadas e produzidas pela
Hutchinson, as duas lâminas representam uma economia de 20
kg.
As rodas de 145/65 R19 têm dimensões que
diminuem em 20% a resistência à rodagem, além de exigir menos esforço aplicado
ao volante para orientá-las, tornando supérflua a direção assistida: mais espaço
sob o capô, menos consumo e menos peso. Os pneus têm bandas de rolamento de
baixo atrito e utilizam um lubrificante específico da Total. As rodas acolhem
discos de freio de grande dimensão: 380 mm de diâmetro e 9,6mm de espessura,
munidos de pinças com dois pistões, de 44,5mm na frente e de 31,8mm atrás. Na frenagem, o menor
esforço no pedal e a intervenção do motor elétrico permitem eliminar a
assistência à frenagem.
Um habitáculo para cinco
pessoas
O 208 HYbrid FE conseguiu preservar os
atributos internos do modelo de série. O resultado está aí para provar: um
carro bastante sóbrio que acolhe confortavelmente cinco pessoas e suas bagagens.
O ar-condicionado foi o único elemento
retirado, em razão de seu impacto importante sobre o consumo. Os painéis de
porta em material compósito foram desenvolvidos pela diretoria de Polímeros da
Total, utilizando uma fórmula de Polipropileno reforçado com fibras naturais.
Além de contar excelentes propriedades mecânicas, rigidez e capacidade de
absorção de choques, permite uma redução de peso de até 15% e alivia a pegada
de carbono dessas peças.
O console central e os embelezadores de
saída de ar são feitos em resina VER (CCP Composites), mantida em estado bruto
para criar um aspecto inédito. Com sua cor de mel e tonalidades âmbar, ela
deixa aparente as fibras naturais em transparência. O motor a gasolina e a caixa
de trocas também foram submetidos a um processo de diminuição do
peso.
UM GRUPO MOTOPROPULSOR
EFICIENTE
O 208 HYbrid FE é movido por uma motorização
híbrida à gasolina/elétrica, que conjuga uma evolução do motor de 3 cilindros de
última geração com uma bateria e um motor elétrico desenvolvidos no programa de
endurance da Peugeot Sport. Um controle
motor e um supervisor específicos pilotam o grupo motopropulsor, cujo desempenho
global melhora em notáveis 10%.
“O desafio do projeto foi associar
otimizações orgânicas (peças móveis, cabeçote
etc.) e otimizações de fluxos energéticos entre o motor térmico e a máquina
elétrica. Todas as soluções utilizadas são potencialmente transponíveis para a
produção em série”.
Julien Lidsky, responsável pelo Grupo
Motopropulsor do 208 HYbrid FE, Peugeot Sport
Motor a gasolina 1.2 VTi-FE de alto
rendimento
O motor de 3 cilindros apresenta diversas
evoluções, como otimização do ciclo, redução das perdas por atrito,
gerenciamento térmico, entre outras, e todos esses avanços permitem uma redução
de 10% do consumo sem prejuízo para a potência de 68 CV. O ciclo Miller foi
acentuado e a taxa de compressão elevada de 11:1 para 16:1 para aumentar o
rendimento termodinâmico, entretanto, diversas medidas foram tomadas para evitar
a possibilidade de detonação da mistura, que poderia ser
nociva.
Assim, para diminuir a porcentagem de
combustível não queimado na câmara de combustão, o diâmetro das válvulas foi
aumentado, o cano e o coletor de escapamento foram redesenhados e a abertura das
válvulas foi adaptada. Por outro lado, as trocas térmicas foram otimizadas no
cárter dos cilindros graças a passagens de água criadas entre os cilindros.
Assim, a água atravessa toda a extensão do cabeçote para recuperar as calorias
em torno de cada fonte de calor: câmaras de combustão, entre injetores e
velas.
O motor adota o sistema de injeção direta
que, através de uma regulagem precisa com o fechamento do cilindro, maximiza a
utilização de cada molécula de combustível. O comando variável da admissão e do
escapamento amplia o intervalo de
rendimento para a totalidade do intervalo de regime, tanto com carga plena como
com carga parcial.
No entanto, nem todas essas evoluções
favorecem a potência em regime elevado. A cilindrada é ampliada para 1.233
cm3 mediante aumento do diâmetro e do curso (75 mm*93 mm) a fim de
manter inalterados os 68 CV de potência. Contudo, essa progressão favorece o
torque máximo, que aumenta em 25%.
O conjunto de peças móveis é específico
para o 208 HYbrid FE: o virabrequim é de aço, as bielas são de titânio e os
pistões de liga alumínio-cobre são usinados
no bloco. Obtém-se, assim, uma redução de peso apesar
do aumento da cilindrada, sendo que no caso das bielas e dos eixos de pistão, a
redução é de metade do volume. As perdas por atrito são um desafio, pois
representam cerca de 1/5 da potência consumida por um motor. No 208 HYbrid FE
essas perdas foram reduzidas em cerca de 40% pelo virabrequim, os pistões e
eixos de pistão, peças que receberam um revestimento Diamond Like Carbon e foram
geometricamente otimizadas.
O cabeçote, usinado no bloco, teve uma
diminuição de metade do seu peso graças ao seu desenho, que permite espessuras
finas, e às características do alumínio retido. O circuito de água e a linha de
admissão são realizados mediante prototipação rápida de resinas contendo fibras
de vidro ou de carbono. Para tanto, o raio laser de uma impressora 3D funde
camadas sucessivas de pó de alumínio. Assim, obtém-se uma peça funcional e com
rapidez, e por um custo menor para uma realização
unitária.
Realizados pelo mesmo método, os injetores
da parte de baixo do pistão são utilizados tanto para esfriá-lo quanto para
aquecer o óleo o mais rapidamente possível na partida. Esse círculo virtuoso
influencia todos os aspectos desse veículo
de demonstração tecnológica. Assim, o tamanho do
radiador diminui, favorecendo a aerodinâmica. O alternador, o motor de arranque
e a engrenagem da marcha a ré foram suprimidos, trazendo vantagens em termos de
peso, de perdas mecânicas e de espaço ocupado.
Transmissão
automatizada
A caixa de câmbio manual automatizada de
série foi mantida em razão de sua alta eficiência e de seus acionadores
integrados. Os cárteres usinados no bloco contêm engrenagens que ligam o motor
elétrico à coroa do diferencial. Para reduzir as perdas por atrito, os dentes
das engrenagens têm um revestimento de Carboneto de Tungstênio –
Cromo.
A lubrificação foi revista para reduzir o
volume de lubrificante e evitar a imersão das engrenagens, que consome energia.
O lubrificante agora se movimenta em posição alta pela coroa antes de circular
através da gravidade em todo o mecanismo. O óleo de câmbio protótipo é
desenvolvido pela Total Lubrificantes a partir de óleos de fonte orgânica, de
grau 75W com índice de viscosidade muito alto (superior a 250), proporcionando
uma economia de consumo de 3%, que antecipa os lubrificantes do
futuro.
Vindo diretamente da competição, um
lubrificante fluido com baixa massa reduz a quantidade utilizada. Sua
longevidade é garantida por um funcionamento com temperatura inferior graças a
uma redução da fricção. Finalmente, os rolamentos dos cubos usam um lubrificante
fluido especial, aderente, mas que limita as perdas por
atrito.
Combustível e
lubrificante
O 208 HYbrid FE passa o ciclo de emissão
de CO2 com um combustível Super 95 de referência. Os aditivos de
desempenho, do tipo Excellium, desenvolvidos pela Total Aditivos e Combustíveis
Especiais, permitem redução nas emissões de CO2 por quilômetro.
“O 208 HYbrid FE oferece um concentrado
de inovações desenvolvidas pelos laboratórios Total. Hoje, os pesquisadores do
grupo estão desenvolvendo biocombustíveis, lubrificantes que economizam energia
(lubrificantes Fuel-Eco) e aditivos específicos que ajudam a reduzir o consumo.
Na França, cerca de 250 pesquisadores trabalham para elaborar os produtos do
futuro”.
Philippe Montantême, Diretor de Estratégia
Marketing Pesquisa da área de Marketing & Serviços da
Total
Um óleo para motor específico, com
viscosidade extremamente baixa, foi elaborado pela Total Lubrificantes a partir
de óleos ultrafluidos e mediante a adição de redutores de atrito a base de
molibdênio. Esse óleo, de grau 0W12, desenvolve muito rapidamente suas
propriedades num tempo curto de subida de temperatura e, otimizado pelo atrito,
ele conserva (tanto a quente como a frio), uma vantagem em relação às melhores
referências do mercado. Através da redução do consumo, ganha-se mais alguns
gramas.
UMA HIBRIDAÇÃO CONCEBIDA PARA AS PROVAS
DE RESISTÊNCIA
A Peugeot Sport aplicou no projeto a
experiência adquirida nas provas de resistência, como o motor elétrico e a
bateria desenvolvidos para o 908 HYbrid4.
“A hibridação desenvolvida para o 908
HYbrid4 é o que existe de mais avançado nessa área. O trabalho consistiu em
integrá-la na cadeia cinemática do 208 para recuperar o máximo da energia da
frenagem e utilizar todo o seu potencial na
aceleração”.
Pierre Lebrene, responsável pela
hibridação do 208 HYbrid FE, Peugeot Sport
Uma arquitetura
específica
A máquina elétrica alia potência e leveza,
pois com somente 7 kg desenvolve uma potência de 40 CV em modo motor e de 134 CV
em modo freio. Em ambos os modos, seu torque máximo é de 3 mkgf. Proporcional à
velocidade do veículo, seu regime máximo é de 40.000 rpm. Essa máquina elétrica
assume as funções de marcha a ré, por inversão do sentido de rotação, e de motor
de arranque, possibilitando, também, o funcionamento em modo ZEV (exclusivamente
elétrico).
A bateria de lítio-íon com capacidade de 2
MJ úteis ou de 0,56 kWh, é composta por 90 células de 3,5V cada. Organizadas em
grupos, permitem isolar os elementos defeituosos em caso de problema e assegurar
a mobilidade do veículo. Para garantir o arrefecimento adequado desse órgão
estratégico, a Total desenvolveu um óleo específico que circula no radiador
dedicado: com um peso de 25 kg, ele fica instalado junto com o reservatório de
gasolina de 20 litros num suporte fixado debaixo do carro, sob o banco traseiro.
É possível notar, assim, que a experiência esportiva contribui para um melhor
equilíbrio das massas.
O ondulador e o calculador estão
posicionados sob o capô no espaço liberado pelo assistente de frenagem. A
hibridação não teve nenhuma consequência sobre o interior do veículo, que
preservou toda a sua habitabilidade.
O princípio de
funcionamento
Durante as fases de desaceleração, ao
tirar o pé do acelerador ou na frenagem, o veículo é prioritariamente
desacelerado pelo motor elétrico. O circuito hidráulico só entra em jogo no
final da frenagem. Durante essa fase, o motor elétrico funciona como receptor
para recuperar a energia e recarregar a bateria. No ciclo de homologação, essa
recuperação é de 25%. Em seguida, nas acelerações, essa energia é restituída e
auxilia o motor em função de diferentes parâmetros: pressão exercida no pedal do
acelerador e marcha engatada.
208 HYbrid FE, Fun&Efficient e Fuel
Efficiency
As equipes da PEUGEOT e da Total, que
trabalham há meses na realização desse veículo de demonstração tecnológica, têm
muito do que se orgulhar. Até então, havia veículos de baixo consumo e veículos
de alto desempenho e, pela primeira vez, essas duas qualidades estão reunidas no
mesmo carro.
As emissões de C02 são de
apenas 49 g/km. A economia de 50 g/km se reparte da seguinte maneira entre os
diferentes eixos:
- redução do peso, aerodinâmica e pneus:
40% ou 20 g;
- hibridação: 40% ou
20g;
- motor e câmbio: 20% ou
10g.
No capítulo dos desempenhos, que evoluem
de 14 a 8 segundos para passar de 0 a 100 km/h, a repartição é a
seguinte:
- redução do peso, aerodinâmica e pneus: 4
segundos;
- hibridação: 2 segundos.
O 208 HYbrid FE vai muito além dos
números. Graças ao círculo virtuoso em que estão empenhados os dois parceiros, o
condutor vive uma nova experiência ao volante desse veículo tecnológico:
acelerações dignas de um GTi com um consumo misto de 50l/km. Sem comprometer o
conforto e a facilidade de utilização, ele estará em contato direto com a
estrada graças à eliminação das assistências.
“No início do projeto, o objetivo
parecia ser bastante ambicioso, de alto nível. E realmente era! Os dois
parceiros, Total e Peugeot, puderam alcançá-lo associando suas competências
tecnológicas. A Peugeot Sport contribuiu para o projeto com seu know-how e
identificou novos eixos de desenvolvimento. A produção em série e a competição
avançam juntos”.
Christophe Mary, responsável técnico do
projeto 208 HYbrid FE, Peugeot Sport
O 208 HYbrid FE prova que a dimensão
emocional estará sempre presente num automóvel Peugeot, mesmo numa conjuntura
energética e ambiental cada vez mais contida. Assim, Peugeot e
Total protagonizam uma nova visão do automóvel.



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