ABEIFA: Na espera de dias melhores, veículos importados fecham 1º semestre com queda de 27%

A entidade conta os dias para o fim da quota e a incidência extra de imposto nos carros importados, um provável alívio para quem aguentou até agora

Texto: Textofinal Comunicação / Eduardo Abbas
Fotos: Claudio Larangeira


As dezessete marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 13.289 unidades, anotaram no primeiro semestre baixa de 27% ante igual período de 2016, quando foram vendidas 18.200 unidades. O desempenho de vendas no mês de junho, porém, houve uma pequena alta. O setor de veículos importados cresceu 1,8% sobre o mês imediatamente anterior. Foram 2.603 unidades contra 2.558 unidades em maio último. No entanto, em relação ao mês de junho de 2016, a queda representou 6,6% (2.603 unidades contra 2.788 unidades).


“O comportamento dos dados de licenciamentos de automóveis e comerciais leves importados, no mercado interno, em junho e no acumulado, mostra claramente que as empresas associadas à Abeifa ainda permanecem em sérias dificuldades. É bem verdade que os consumidores brasileiros estão retraídos. Mas, no caso do setor de veículos importados, isso se deve quase que exclusivamente por conta do regime de exceção, no qual os 30 pontos percentuais adicionais do IPI, até o limite de 4.800 unidades por ano, tem perversa influência sobre nossas atividades comerciais”, esclarece José Luiz Gandini, presidente da Abeifa.


Na avaliação de Gandini, “por meses seguidos, tenho insistido que a recuperação comercial do setor de importados, além de salvar a rede de concessionárias, vai contribuir efetivamente com o recolhimento de impostos, fator essencial ao Governo e ao País, já que a venda de importados está represada há pelo menos cinco anos. Sem levar em consideração que o aumento da importação de veículos automotores em nada vai afetar a balança comercial, hoje extremamente favorável ao Brasil. Aliás, as exportações brasileiras de autoveículos vêm aumentando mês a mês. Por isso, não há qualquer sentido em frear as importações. Mas, infelizmente, nossos pleitos, ao menos para a liberação das cotas não utilizadas em 2016, não são atendidos”.


Passados os primeiros seis meses do ano e mesmo diante de cenário econômico instável, o presidente da Abeifa refaz a projeção de fechamento em 2017. “No início do ano, havíamos estimados 25 mil unidades para este ano. Mas, como chegamos a pouco mais de 13 mil veículos no semestre, podemos ter um pequeno alento e chegarmos a 27 mil unidades em 2017. Ainda assim fecharemos o ano abaixo das 35.852 unidades de 2016”.


Participações – Em junho último, com 2.603 unidades licenciadas, a participação das associadas à Abeifa foi de 13,7% do mercado total de autos e comerciais leves (189.229 unidades). No acumulado, o market share foi de 1,34% (13.289 unidades, do total de 991.580 unidades).


Se for considerado o total de veículos importados, ou seja aqueles trazidos também pelas montadoras, as associadas à Abeifa responderam, em junho, por 12,92% (2.603 unidades, do total de 20.146 unidades importadas). No acumulado, 12,20% (13.289 unidades, do total de 108.945 veículos importados).


Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam o mês de junho com 1.802 unidades emplacadas, total que representou alta de 11,1% em relação ao mês anterior. Comparado a junho de 2016, o aumento de 39,7%, quando foram emplacadas 1.290 unidades nacionais. Enquanto, no acumulado, as cinco associadas à Abeifa totalizaram 7.608 unidades emplacadas, alta de 45,6% ante as 5.227 unidades (agora, já com a produção da Jaguar Land Rover).


Previsões e novo cenário - Segundo Gandini, a associação vive uma enorme expectativa com relação ao prazo final do Inovar-Auto em 31 de dezembro, ele deve dar lugar ao programa Rota 2030 que tem seu foco voltado para a tecnologia e competitividade. Isso significa que os 30% de IPI que são cobrados atualmente e a limitação por meio de cotas que são impostas aos importadores devem desaparecer e tornar o carro fabricado em outros países mais atraentes para o consumidor brasileiro.


O presidente espera que com esse novo cenário aconteça uma retomada nas vendas e uma recuperação principalmente das concessionárias, elas foram as que mais sofreram com essas imposições e muitas delas fecharam as portas, a maior parte fora dos grandes centros e algumas em cidades grandes. As filiadas que possuem fábrica no Brasil devem sofrer um impacto muito positivo, para se ter uma ideia, mesmo com o mercado de importados sofrendo quedas constantes, as montadoras que se estabeleceram aqui gozaram de números positivos.

Acompanhe as tabelas com os resultados de Junho / 17

Vendas por modelos

Produção Nacional

Resumo das Associadas
Eduardo Abbas. Tecnologia do Blogger.