INSTITUCIONAL: 2017, o grande desafio para a Cooper Standard

Após um período turbulento, a gigante norte- americana começa a se recuperar no mercado e promete construir mais duas unidades fabris até o fim da década

Texto: SD&Press Consultoria / Eduardo Abbas
Fotos: SD&Press Consultoria

Os tempos amargos da crise que se abateu na economia brasileira atingiu até tradicionais e fortes empresas do setor automobilístico, provocando assim aquilo que é um pesadelo para os executivos: a reestruturação. Com a Cooper Standard não foi diferente, a queda nas vendas de automóveis nos últimos dois anos obrigaram uma das maiores fornecedoras do mundo a procurar soluções de desenvolvimento e renovação do parque industrial para continuar competitiva e alçar novos vôos.


Desde a sua chegada em 1995 no Brasil, a Cooper Standard que é referência mundial em sistemas de vedação, antivibração e componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva, teve no último ano um pequeno respiro em relação ao mercado de automóveis, objetivo principal e concentração total que a empresa têm hoje. Segundo Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul, que assumiu o cargo há menos de dois anos "as mudanças organizacionais foram necessárias até pelo fato da empresa não ter aproveitado melhor o programa Inovar Auto, deixando escapar uma oportunidade de ouro".


Jürgen Kneissler está à frente da Cooper Standard há pouco menos de dois anos, esse alemão nascido em uma cidade próxima a Stutgart tem uma relação muito próxima com o Brasil e com os fabricantes de carros, mas é a primeira vez que atua diretamente com as montadoras. Para ele, o que acontece hoje é reflexo da crise e de outro fatores, segundo Jürgen, “durante duas décadas a empresa colaborou fortemente com o desenvolvimento das regiões em que atua, além de ter se consolidado no mercado como um grande player no fornecimento de sistemas de vedação, antivibração e componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva. Agora, principalmente por conta do período crítico de crise, temos como meta construir uma empresa ainda mais forte e preparada para novos desafios”.


A Cooper Standard foi fundada em 1927, na cidade de Deaborn, Michigan, Estados Unidos, está presente em 29 países e tem cerca de 30.000 funcionários no mundo e desde sua chegada ao Brasil é a primeira vez que o HQ fica longe da cidade de Varginha, MG, local da primeira unidade construída aqui e que até hoje mantém a divisão Sealing além da unidade em Camaçari, BA, para a produção de peças da divisão Fuel and Brake e agora mais duas, uma na cidade de Atibaia, SP, local do novo HQ e uma segunda unidade em Varginha.


Hoje ela fornece componentes para quase todas as montadoras brasileiras (apenas uma faz componentes ou importa), são guarnições de porta e porta malas, tubos de freio e combustível que representam mais de 30.000.000 de peças produzidas anualmente e também é pioneira na tecnologia em termoplásticos, técnica que possibilita que as aplicações de vedação em plástico sejam mais eficientes, ecológicas e funcionais. Perguntei ao CEO Jürgen Kneissler se a empresa, que usa materiais a base de petróleo, também fornece componente de outras matrizes, como o plástico feito com a base da cana de açúcar. Segundo ele, "nós também produzimos com esse tipo de matéria prima, mas devido a pequena quantidade utilizada pela indústria torna-se caro, se as montadoras procurassem uma maior quantidade desse tipo de produto, o preço de produção seria competitivo, mas nós já temos a tecnologia e a maneira de produzir".


Este ano promete ser uma mudança de rumos e crescimento para a empresa mundialmente, ela deve adquirir uma concorrente nos próximos meses e aumentar seu patrimônio e consequentemente a participação no mercado global. Já no Brasil, a Cooper Standard fez a lição de casa, investiu em qualidade, renovou parte do parque industrial com a importação de novas máquinas e já projeta duas novas unidades industriais, uma no sul do país até o fim de 2018 e outra no nordeste até 2020. É um mercado que não é fácil de ser entendido e dominado, mas a Cooper Standard tem aquela vontade típica dos grandes vencedores, o trabalho sério e honesto sempre gera frutos que, invariavelmente, são muito doces.

Eduardo Abbas. Tecnologia do Blogger.