Peugeot 208 Allure 1.2, o teste da semana

Um motor novo e eficiente em um carro admirado pelas linhas e acabamento é o que faltava para a montadora

Texto: Eduardo Abbas
Fotos: Peugeot

Parece que a indústria automobilística entrou em uma nova era, aquela coisa de se dar um passo para trás para dar dois para frente, hoje dificilmente nos deparamos com motores grandes, devoradores de combustível e com enorme cavalagem que faz com que cheguemos de 0 a 100 km/h em poucos segundos.


Uma palavra domina os centros de engenharia e desenvolvimento de novos propulsores, é o tal Downsizing, que é a prática de utilizar motorizações de menor capacidade volumétrica e muitas vezes menor quantidade de cilindros do motor, mais modernos e eficientes, virou a menina dos olhos das montadoras e surpreendem cada dia mais os consumidores e jornalistas especializados, eu mesmo sempre me espanto quando um “motorzinho” desses mostra uma cavalaria maior que aquelas dos filmes do John Ford.


Durante uma semana eu testei o Peugeot 208 na versão Allure com o novo motor 1,2l PureTech, considerado o mais econômico do Brasil, que com três cilindros e bicombustível gera 90 cavalos de potência, com o câmbio manual de 5 velocidades ele não fica te pedindo pra trocar as marchas, seja na cidade ou na estrada, com isso, a economia é a grande parceira, o carro abastecido com etanol praticamente não gasta nada!


É um prazer dirigir esse carro, ele tem em toda a linha o i-Cockpit®, um conceito inovador do posto de condução, é como se estivesse em um carro de corrida. O painel de instrumentos é elevado e permite a leitura por cima do volante tem uma central multimídia das mais modernas e todos os controles estão próximos das mãos. Desviar a atenção é completamente desnecessário, isso garante segurança e mais conforto, mesmo no estressante trânsito de São Paulo.


Por falar em trânsito, na cidade ele é muito bom, é um típico urban car, tem o tamanho certo para as vagas de estacionamento, é fácil de manobrar e cabe em qualquer lugar. Na cidade a velocidade é baixa, são raras as vias acima de 50 km/h, sendo que as ruas são em sua maioria de 40 km/h onde o Peugeot 208 anda praticamente em 4ª marcha, as reduções só em casos extremos, se aumentar um pouco a velocidade, se pode colocar a 5ª sem susto.


Isso acarreta em um menor consumo de combustível em situação urbana, pelos dados do computador de bordo consegui fazer 10,2 km/l, um número muito bom se considerar que o ar condicionado estava ligado o tempo todo e várias vezes fiquei preso em engarrafamentos. Essa “conversa” entre motor e câmbio é a chave da equação, um não roda demais, outro não força demais, ambos tem uma excelente calibragem.


E na estrada? Pois é, não dá pra esquecer que se trata de um motor de cilindrada pequena, mas, e sempre existe um mas, a tecnologia embarcada supre essa “diferença” e o Peugeot 208 até parece um carro de motor maior. Fiz uso constante do cruise control, acessório dos mais importantes nos dias de hoje, com ele dá para se fazer viagens maravilhosas sem o risco de ultrapassar os limites de velocidade das rodovias nem os de desempenho do automóvel.


Lá fui eu em direção à Atibaia, terra onde tem a festa do morango, uma das frutas mais bem elaboradas da natureza e de origem francesa, ela faz muito sucesso por aqui. A rodovia Fernão Dias é uma estrada com todas as variações necessárias para se avaliar um carro: têm subidas e descidas longas, retas generosas, curvas de raio curto e longo e uma enorme variação de velocidades.


Viajar com o Peugeot 208 é um enorme prazer por causa do conforto e do que ele oferece em equipamentos de segurança e entretenimento: luz diurna em LED, multimídia com tela colorida sensível ao toque de 7”, Bluetooth, Jukebox com 16 Gb de memória, MirrorScreen, telefone com reconhecimento de voz, computador de bordo, GPS, ar-condicionado automático digital bizone, sensor de obstáculos dianteiro e traseiro, piloto automático, limitador de velocidade, sensores de chuva e de luminosidade, câmera de ré e bancos que praticamente abraçam o motorista e passageiro carona.


A direção elétrica progressiva garante uma dirigibilidade muito boa, agora o que espanta é o desempenho, sempre muito firme e decidido em momentos de ultrapassagem ou mesmo de retomada de velocidade nas subidas. Em pouco mais de 40 km de estrada, eu apenas tive que fazer uma redução de marcha em um momento de ultrapassagem de um veículo muito lento, fora isso, fiz praticamente todo o percurso em 5ª.


O desempenho é linear em qualquer velocidade e na manutenção da mesma, afinal de contas o câmbio é manual e ele não pediu para trocar nenhuma marcha. A rodovia tem trechos de 60, 80, 90 e 110 km/h, tráfego intenso e uma diversidade de situações de condução, com todas essas variantes consegui fazer, segundo dados do computador de bordo 14,7 km/l, é de se espantar ou não? Isso sem ser “tiozão” no volante, andando sempre na velocidade que o trecho permitia.


Com sete cores para escolher, três anos de garantia total, revisões com Preços Fixos, Peugeot Assistance em todo o país 24 horas por dia, o Peugeot 208 tem preço inicial sugerido de R$ 51.190 e planos de financiamento direto com a montadora, é um carro bonito, econômico, muito confortável e chegou para definitivamente abalar a concorrência.


Ficha Técnica


Equipamentos 


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