COLUNA SÉTIMA ARTE - Um mato com cachorro

Suspense e terror neste thriller de uma estória conhecida e com bons resultados cinematográficos

Texto: Eduardo Abbas
Fotos: PlayArte Pictures

Não sei se foi o passar do tempo ou mesmo as escolhas dos cineastas que, filmes de terror hoje em dia não são aqueles que causavam náuseas e enjoos toda vez que íamos ao cinema após o jantar. Um filme da categoria hoje em dia tem mais recursos de suspense, o terror mesmo fica por conta das terríveis situações e não mais das horrendas soluções.


Você pode até não gostar do gênero, mas os filmes com a marca “terror” têm seu charme, são invariavelmente feitos para um tipo de publico que gosta mesmo é de ver a casa pegar fogo. Claro que são boas fontes de renda e durante muito tempo eram odiados por mulheres, evitados para as crianças e proibidos para cardíacos, revivem algumas histórias do passado de algum lugar marcado por uma catástrofe ou perda brutal.


Estreou nos cinemas brasileiros A Maldição da Floresta (Fantastic Films, Occupant Entertainment, Entertainment One, PlayArte Pictures) um desses filmes que tem como objetivo maior reverenciar o lugar onde as fadas e bruxas vivem desde a aurora dos tempos dentro de suas florestas sempre mal iluminadas e que sempre escondem algum segredo.


No filme, o conservacionista Adam Hitchens (interpretado por Joseph Mawle, da série Game Of Thrones) vai para a Irlanda com sua esposa Claire Hitchens (vivido pela linda Sérvia Bojana Novakovic da série Shameless) e seu bebê, para supervisionar uma floresta temida pelos moradores, que acreditam que se trata de um solo sagrado habitado por criaturas malignas.


Suas ações involuntariamente perturbam seres demoníacos que começam a persegui-lo. Sozinho e nas profundezas da escuridão, ele agora deve agora lutar para proteger sua família contra os ataques implacáveis de antigas forças. O enredo já é manjado, até não existe muita novidade em termos de estória e solução, mas a realização é bem cuidada mesmo com recursos parcos que essa produção deve ter conseguido.


O diretor Corin Hardy é um especialista no tema, fez vários curtas e agora se arrisca em longa metragem. As soluções cinematográficas que usam poucos recursos de CGI são muito bem realizadas e dão um tom mais artesanal ao longa, incluindo filmar em sets reais, casas de verdade e locais de mata onde o impacto visual é muito melhor se você não tem dinheiro para fazer em computador.


A Maldição da Floresta é bom de sustos, tem um suspense agradável e um bônus após os créditos de gosto duvidoso, mas vale como entretenimento e diversão até porque não vai tomar muito do seu tempo, em 97 minutos de duração a vida já estará resolvida, e deixa a mensagem de sempre: melhor não mexer com o que não se conhece.


A gente se encontra na semana que vêm!

Beijos & queijos

Twitter: @borrachatv
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