Sabe aquele colega de escola que você
pegava no pé? Então, ele pode ser seu pior pesadelo
Texto: Eduardo Abbas
Fotos: PlayArte Pictures
Todos nós tivemos, na idade
escolar, um daqueles chatos que viviam enchendo nosso saco, fazendo uma tortura
psicológica que hoje tem o pomposo nome de bullying. Tanto para meninas quanto
meninos, o colega que sempre te tratou como saco de pancadas, que via em você a
válvula de escape dos problemas que ele tinha em casa, criava no seu interior
aquela vontade de enchê-lo de pancadas na saída das aulas.
Em alguns casos, as coisas chegavam às vias de fato e depois cada um ia para seu lado, cuidar da vida e seguir com aquilo que o destino reservou para cada um. Em alguns casos, existem pessoas que remoem esse sentimento, se não pela vida toda, por uma boa parte dela, sempre esperando uma oportunidade de vingança, para alguns nunca chega, já para outros, caem no colo.
Estréia na quinta-feira um filme perturbador, um thriller psicológico que retrata com muita competência as conseqüências de um passado de pegação no pé, e a frase que define é “só porque você superou o passado, não significa que o passado tenha superado você.”. Em O Presente (Blumhouse Productions, Blue-Tongue Films, STX Entertainment, PlayArte Pictures), um longa dirigido e estrelado pelo ator Joel Edgerton (Êxodo: Deuses e Reis, O Grande Gatsby) e produzido por Jason Blum (Sobrenatural: A Origem, Whiplash – Em busca da perfeição), um jovem casal muda drasticamente quando um conhecido do passado do marido resolve ressurgir. Ao trazer presentes misteriosos, um terrível segredo que ficou enterrado por mais de 20 anos vem à tona.
Edgerton interpreta Gordon, um antigo colega de escola que reaparece na vida de Simon (interpretado, com alguns exageros, por Jason Bateman, que já foi premiado na sitcom Caindo na Real e é lembradoem Quero Matar Meu
Chefe 1 e 2) trazendo uma
sombria revelação do passado. A medida que a esposa de Simon, Robyn
(a feiosa-gostosa Rebecca Hall, que esteve em Vicky Cristina Barcelona
e Homem
de Ferro 3) vai conhecendo Gordon, ela começa uma busca pela
verdade até descobrir o que realmente aconteceu entre eles. Será que o passado
pode realmente ficar para trás?
O filme marca a estréia do australiano Joel Edgerton na direção, como roteirista já tem certa experiência, ele assina o roteiro do excelente The Rover, a Caçada. Sua exigência com os outros atores é a interpretação mais fixa ao roteiro, com poucos cacos e situações extras, que em alguns momentos, poderiam dar uma dinâmica maior à trama, mesmo assim, todos correspondem ao desejado e esperado.
Por ser um filme de orçamento baixo para os padrões de Hollywood (US$ 5 milhões) as limitações são evidentes. Ele foi captado em apenas 25 dias, usou pouquíssimas locações e quase nenhum efeito especial, o que valeu muito foi a fotografia do espanhol Eduard Grau (Enterrado Vivo, Direito de Amar), que carrega em tons pesados e ambientes com pouca iluminação, dando a impressão que o filme todo se passa em dias muito nublados e noites sem lua.
Onde o filme ganha é na edição, o trabalho de montagem feito pelo australiano Luke Doolan, que é de uma nova geração de cineastas e já concorreu ao Oscar® pelo curta Miracle Fish lembra os grandes momentos do cinema nos anos 70 e 80. Apenas com cortes precisos embalados e marcados pela trilha sonora, ele consegue envolver o espectador e, literalmente, provocar sustos repentinos no ambiente de suspense que o filme carrega.
O longa estreouem agosto nos Estados
Unidos e já arrecadou US$ 60 milhões nas bilheterias, mais de
dez vezes o que custou, e certamente vai agradar o público brasileiro que gosta
deste tipo de filme. O Presente está longe de ser
um clássico, mas muito perto de se tornar uma boa referência no gênero, tem uma
duração que não chega a duas horas e deixa, em seu final, uma pergunta no ar:
Ah, não vou dizer, melhor ir assistir!!!
A gente se encontra na semana que vêm!
Beijos & queijos
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Em alguns casos, as coisas chegavam às vias de fato e depois cada um ia para seu lado, cuidar da vida e seguir com aquilo que o destino reservou para cada um. Em alguns casos, existem pessoas que remoem esse sentimento, se não pela vida toda, por uma boa parte dela, sempre esperando uma oportunidade de vingança, para alguns nunca chega, já para outros, caem no colo.
Estréia na quinta-feira um filme perturbador, um thriller psicológico que retrata com muita competência as conseqüências de um passado de pegação no pé, e a frase que define é “só porque você superou o passado, não significa que o passado tenha superado você.”. Em O Presente (Blumhouse Productions, Blue-Tongue Films, STX Entertainment, PlayArte Pictures), um longa dirigido e estrelado pelo ator Joel Edgerton (Êxodo: Deuses e Reis, O Grande Gatsby) e produzido por Jason Blum (Sobrenatural: A Origem, Whiplash – Em busca da perfeição), um jovem casal muda drasticamente quando um conhecido do passado do marido resolve ressurgir. Ao trazer presentes misteriosos, um terrível segredo que ficou enterrado por mais de 20 anos vem à tona.
Edgerton interpreta Gordon, um antigo colega de escola que reaparece na vida de Simon (interpretado, com alguns exageros, por Jason Bateman, que já foi premiado na sitcom Caindo na Real e é lembrado
O filme marca a estréia do australiano Joel Edgerton na direção, como roteirista já tem certa experiência, ele assina o roteiro do excelente The Rover, a Caçada. Sua exigência com os outros atores é a interpretação mais fixa ao roteiro, com poucos cacos e situações extras, que em alguns momentos, poderiam dar uma dinâmica maior à trama, mesmo assim, todos correspondem ao desejado e esperado.
Por ser um filme de orçamento baixo para os padrões de Hollywood (US$ 5 milhões) as limitações são evidentes. Ele foi captado em apenas 25 dias, usou pouquíssimas locações e quase nenhum efeito especial, o que valeu muito foi a fotografia do espanhol Eduard Grau (Enterrado Vivo, Direito de Amar), que carrega em tons pesados e ambientes com pouca iluminação, dando a impressão que o filme todo se passa em dias muito nublados e noites sem lua.
Onde o filme ganha é na edição, o trabalho de montagem feito pelo australiano Luke Doolan, que é de uma nova geração de cineastas e já concorreu ao Oscar® pelo curta Miracle Fish lembra os grandes momentos do cinema nos anos 70 e 80. Apenas com cortes precisos embalados e marcados pela trilha sonora, ele consegue envolver o espectador e, literalmente, provocar sustos repentinos no ambiente de suspense que o filme carrega.
O longa estreou
A gente se encontra na semana que vêm!
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