Dois grandes pilotos prejudicados por suas equipes e um velho leão que ainda ruge forte

Texto: Eduardo Abbas
Fotos: F1.com, Indycar.com, fiaformulae.com

Chefes de equipes, vocês são uns babacas. Como pode tirar de um piloto uma vitória fazendo contas erradas ou colocando peças de desmanche? Faça-me o favor, até parece, me perdoem os patrícios, que alemão agora é português de olhos azuis e cabelos loiros. Nem o mais absurdo filme de terror poderia criar uma situação tão esdrúxula como o que aconteceu no fim de semana.


Vamos começar a farra pela Fórmula-E. O Lucas Di Grassi fez uma corrida perfeita nas ruas de Berlim, ganhou sobrando, com o resultado ia aumentando muito a vantagem para os outros pilotos quando, depois de festejar no pódio, foi desclassificado da corrida. E sabe por quê? Segundo minhas fontes, a equipe utilizou um aerofólio dianteiro recondicionado e isso é proibido pelas regras. A equipe alemã ABT deu a impressão que estava começando naquele dia. Resultado? O Lucas de líder passou a ser terceiro no campeonato e vai ter que remar muito para conquistar o título, foi uma injustiça com um piloto tão correto.


E parece que o domingo estava reservado para as trapalhadas dos germânicos. O sorriso de Nico Rosberg foi a única coisa que brilhou na insuportável corrida de Mônaco. Vamos combinar que, as corridas em pista já estavam pra lá de chatas, imagine essa nas ruas do principado onde ninguém passa ninguém. Existe uma distância abissal entre a Mercedes e as outras equipes, entre Vettel e Hamilton e os outros pilotos, são motoristas de monoposto, estão no grid para fazer número, talvez o menos ruim seja o Bottas.


Agora, tirar uma das vitórias mais fáceis das mãos do inglês foi uma sacanagem maior que correr para o banheiro e ver que não tem papel higiênico, que, aliás, deve ter sido onde os “ingenherus” da Mercedes devem ter feito as contas para trazer seu piloto para os boxes, trocar os pneus sem necessidade e achar que iriam devolvê-lo à pista ainda na frente dos outros. Uma baita manobra arriscada, desnecessária, absurda nos dias de hoje e que pode transparecer que existe sim uma conspiração para o Nico ser campeão.


Segundo meus passarinhos, Lewis não vai continuar no time se isso acontecer, existe desde o ano passado uma conversa não terminada com a McLaren, e tem a pressão da Honda em se ter um campeão na equipe, não um do século passado e que mais provoca discórdia do que apresenta resultados. Depois das férias de julho, algumas cadeiras vão começar a mudar de lugar, são apenas especulações, mas já podemos ficar ligados, muita coisa vai mudar.


O que salvou o domingo foi a sempre sensacional 500 milhas de Indianápolis. A centenária pista abriu caminho para a edição 99 (a corrida não aconteceu durante a primeira guerra mundial por 2 anos e na segunda guerra mundial por 4 anos) que teve em seu enredo um provável roteiro para um filme aos moldes de Hollywood. Juan Pablo Montoya tomou um toque logo na largada, teve que trocar os penduricalhos aerodinâmicos e voltou em último. Claro que a transmissão pela televisão fez questão de lembrar que nenhum piloto que largava fechando o pelotão jamais ganhou a corrida. Mas isso não funciona com o colombiano, ele veio ganhando posições, não se preocupou em poupar nada do carro nem do etanol e, faltando três voltas para o final, pulou pra ponta e venceu!


Um roteiro real para uma corrida de verdade, nada dessas coisas armadas e mal ajambradas que vivem acontecendo na Fórmula 1. A recompensa foi ficar US$ 2.500.000 mais rico, mais feliz e prova mais uma vez que não se deve subjugar uma fera ferida, quem sabe o Lewis não aprende com o grande Juan e começa a colocar ordem na casa do Fritz.


Eu volto na semana que vêm, a Fórmula Indy não pára, tem rodada dupla em Detroit no fim de semana e deve começar a se desenhar os favoritos para o título do ano.


Beijos & queijos

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