Acabou o campeonato 2013 da FĂ³rmula 1, agora ele definitivamente entra para a histĂ³ria. Nesse ano conturbado, numa categoria dominada por um alemĂ£o de 26 anos, podemos depois de 19 etapas finalmente refletir. Tudo que foi feito e dito durante esse ano serve de parĂ¢metro do que podemos esperar em 2014.
Bobagem pensarmos que tudo começa do zero, mesmo com todas as mudanças que vĂ£o acontecer nos carros. A categoria nĂ£o vai simplesmente se equilibrar, o que pode ocorrer Ă© a diferença entre as equipes diminuir um pouco, mas igualar Ă© muito difĂ­cil, acredito que ano que vem as quatro grandes vĂ£o estar em Interlagos brigando como sempre.


O autĂ³dromo da corrida mais imprevisĂ­vel do ano serviu para coroar definitivamente Vettel. É um absurdo o que ele guia e em qualquer tipo de situaĂ§Ă£o, mesmo quando a equipe se atrapalha ele conserta as coisas. Foi uma corrida chata no geral, diferentemente do ano passado, e que teve mais cara de festa de fim de ano do que grande premio. Muita gente mudou ou estĂ¡ mudando de endereço, as quase interminĂ¡veis despedidas entre elementos das equipes deram um ar bucĂ³lico Ă  corrida que tinha tudo para ser emocionante. Tivemos a repetiĂ§Ă£o do choro do Felipe Massa, dessa vez fora do pĂ³dio, tentando se justificar pelo erro e pelo pĂªnalti que foi obrigado a pagar. Agora, uma pergunta se faz necessĂ¡ria: se a Ferrari amava tanto o Massa, por que mandou ele embora? NĂ£o sei a resposta, mas gostaria muito de saber, porque se ele era tĂ£o respeitado, tĂ£o querido, tĂ£o amado, tĂ£o necessĂ¡rio e outros vĂ¡rios tĂ£o, que nĂ£o deveria ter sido chutado, certo?


A maior emoĂ§Ă£o, pasmem, ficou mesmo pro Mark Webber. Era sua Ăºltima corrida na categoria, seria seu Ăºltimo pĂ³dio e ele deveria chorar, mas nĂ£o, ele na verdade fez mais que isso. A sutileza do seu gesto de tirar o capacete e as luvas na volta apĂ³s a bandeirada fez lembrar uma frase de Martin Luther King, que esta reproduzida na gravura.


Sim, ele se libertou, bateu asas e voou em direĂ§Ă£o ao sonho de viver em um mundo menos mesquinho, arrogante e cheio de pessoas de carĂ¡ter duvidoso. Vettel foi direto e reto quando disse que o admirava como piloto, mas nĂ£o tinham relações fora da pista, nĂ£o precisa esconder isso, amigo de trabalho nĂ£o significa amigo de casa. Webber ficou feliz, ganhou festa e tĂ¡ tudo certo, afinal de contas nem vice-campeĂ£o conseguiu ser na melhor equipe da categoria. Ele pode ter sido importante, como muitos gostam de bradar ao vento, mas lĂ¡ pras negas dele, na FĂ³rmula 1 deixou muito a desejar.
Que isso sirva de liĂ§Ă£o para aqueles que gostam de tampar o sol com a peneira, de falar muito e fazer pouco, que se mirem no exemplo deixado por Webber, se nĂ£o esta feliz, abra a porta e saia, talvez a felicidade esteja na prĂ³xima esquina.
Eu vou ficando por aqui nesse ano de 2013, quero agradecer a todos que leram as minhas mal traçadas linhas, espero encontrĂ¡-los novamente ano que vem, quando terei uma nova forma de envio de colunas alĂ©m dos sempre importantes sites parceiros que a reproduzem. Gostaria apenas que continuassem a acompanhar meu Blog, lĂ¡ vou postar novidades atĂ© a abertura do campeonato das trĂªs maiores: Motogp, Indy e F1.
Foi bom estar com vocĂªs, um feliz natal e um ano novo cheio de realizações para todos e muita disputa no esporte que tanto amamos.

A gente se encontra no ano que vem!

Beijos & queijos

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